Politécnico de Coimbra promoveu conferência e ouviu sociedade sobre caminhos a tomar para melhor servir a região

07 Junho 2019 | 17:00h

O Politécnico de Coimbra (IPC) promoveu a conferência “Missão do Politécnico e ligação ao território”, no passado dia 6 de junho, no Convento de S. Francisco. A iniciativa teve como objetivo ouvir a sociedade sobre as necessidades da região e os caminhos a tomar para formar os estudantes do futuro. Os desafios da sociedade civil, a missão das instituições de ensino superior e o papel do ensino superior politécnico na sociedade foram os temas dos três painéis, com diversos oradores que partilharam diferentes visões sobre estas matérias. O evento foi coorganizado pelo Conselho Geral, a Presidência do Politécnico de Coimbra e a Presidência das suas Unidades Orgânicas, e pretende ser o primeiro de um ciclo de conferências.

Na sessão de abertura, a presidente do Conselho Geral do Politécnico de Coimbra, Filomena Girão, sublinhou o facto de vivermos “num mundo global, fortemente tecnológico, o que nos obriga a uma flexibilidade e capacidade de mudança sem precedentes”. “Os desafios são imensos, mas as oportunidades são outras tantas”, realçou, referindo que as Instituições de Ensino Superior “são parte ativa neste processo e serão agentes fundamentais na construção de novos modelos, que devem ser fortemente identitários e integradores do tecido social em que se inserem”. O presidente do Politécnico de Coimbra, Jorge Conde, explicou que a instituição “quer ouvir a sociedade envolvente para saber o que tem e o que deve fazer para ser relevante na região, no país e no mundo”, dando como exemplo a criação recente de “novos cursos adaptados aos novos desafios”, e a possibilidade de encerramento de outros que o mercado já não absorve.

No primeiro painel, sob o tema “Desafios da Sociedade Civil para o Politécnico de Coimbra”, participaram empresários e profissionais de vários quadrantes. Ernesto Morgado, presidente da empresa da indústria de arroz Ernesto Morgado SA, Gonçalo Quadros, cofundador e atual “chairman” da empresa tecnológica Critical Software e José Luís Nogueira, administrador no Grupo Visabeira SGPS, SA, partilharam as suas experiências em que a aposta na inovação e na investigação e a formação de jovens quadros para as empresas fizeram a diferença, e João Pedroso de Lima, especialista em Medicina Nuclear e responsável do projeto H2 - Humanizar o Hospital, falou sobre a valorização dos valores para além da dimensão técnica.

O segundo painel, sob o tema “Missão das Instituições de Ensino Superior: Diferenciação de objetivos e vocações”, teve como oradores Margarida Mano, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Nuno Mangas, Presidente do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, e Paulo Águas, Reitor da Universidade do Algarve, todos com carreira desenvolvida em instituições de ensino superior. A qualificação da população em todo o país com trabalho desenvolvido pelas várias instituições nas últimas décadas, o impacto dos Politécnicos no seu território de influência, a necessidade de diferenciação por parte de cada instituição de ensino conforme os objetivos, e a missão enquanto conceito que deve ser definido por cada instituição e pelo que cada uma quer ser e o caminho que quer percorrer, foram aspetos que estiveram em cima da mesa.

O terceiro e último painel, sobre “Ensino Superior Politécnico na Sociedade”, teve como oradores António José Teixeira, diretor adjunto de informação da RTP, e Ricardo Costa, diretor-geral de informação do Grupo Impresa. Os dois jornalistas fizeram o diagnóstico sobre a atualidade e discorreram sobre as alterações tecnológicas e sobre o impacto na sociedade, na comunicação e no jornalismo como o conhecemos, a dimensão mundial das empresas de distribuição de comunicação e informação, e a mudança de hábitos no seu consumo. Debateu-se como vai ser a transição e o futuro nos vários setores da sociedade face a estes desafios e o papel que a educação e a formação, e as instituições de Ensino Superior em particular, terão neste cenário, e a capacidade de resposta muito ativa e rápida que deverão ter para responder às questões que vão sendo levantadas todos os dias, dando resposta às necessidades da região, do país e do mercado .

Todos os painéis foram moderados pelo jornalista da RTP José Manuel Portugal, abrindo o debate à intervenção do público presente, que ao longo de toda a conferência colocou diversas questões aos oradores.

No final de todos os contributos, e em jeito de balanço, o presidente do IPC considerou que a iniciativa foi motivadora para a continuação do trabalho que o Politécnico tem vindo a realizar.

 

 

 

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