Assembleia Cidadã vai propor medidas para reter os jovens na região de Coimbra
A Universidade Politécnica de Coimbra (UPCoimbra) assinou um protocolo de colaboração em conjunto com a Câmara Municipal de Coimbra, a Universidade de Coimbra e a Comunidade Metropolitana – CIM-Região de Coimbra, no passado dia 14 de setembro, para a preparação, realização e acompanhamento da Assembleia Cidadã de Coimbra.
A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, da presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, da vice-reitora da Universidade de Coimbra, Cristina Albuquerque, e da reitora da Universidade Politécnica de Coimbra, Cândida Malça.
O primeiro tema em debate será “Como reter os jovens em Coimbra?”. Uma proposta que pretende reforçar o sentido da democracia e chamar os cidadãos a participação ativa na construção das políticas públicas. O primeiro grande projeto centra-se, precisamente, na retenção de jovens, na fixação de talentos, uma boa parte dos quais são formados nas escolas da Universidade Politécnica e nas faculdades da Universidade de Coimbra.
«É uma questão que colocamos todos os anos», reconheceu Cândida Malça, reitora da Universidade Politécnica, referindo-se a uma das preocupações da instituição que lidera e que, realçou, não pode encontrar respostas exclusivamente dentro das instituições académicas. Preocupação partilhada pelas restantes responsáveis presentes.
O processo prevê a participação de 75 pessoas, residentes em Coimbra, com ligação ao território e conhecedoras da realidade da região e das suas reais necessidades. A seleção, que irá responder a critérios de representatividade e inclusão, vai ser efetuada sob a orientação de equipas do Instituto Superior Miguel Torga e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.
O processo deverá decorrer em quatro sessões, a realizar nas instituições envolvidas: Município de Coimbra, Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Universidade de Coimbra e Universidade Politécnica de Coimbra. A primeira fase será dedicada à seleção dos participantes e à organização dos trabalhos.
A participação da Universidade de Coimbra, da Universidade Politécnica de Coimbra e do Instituto Miguel Torga, através da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, pretende garantir que o processo seja conduzido com independência e rigor científico.
A seleção dos participantes será assegurada por uma equipa conjunta do Instituto Miguel Torga e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. A condução dos trabalhos contará com equipas de especialistas indicadas pelas instituições de ensino superior, nomeadamente investigadores do Centro de Estudos Sociais e do Instituto Jurídico da Universidade de Coimbra.
Está ainda prevista a constituição de uma comissão de especialistas para acompanhar a Assembleia e assegurar a utilização de metodologias adequadas de participação e deliberação.
Durante o processo, os participantes terão acesso a informação, contributos técnicos e momentos de debate, de modo a poderem analisar o tema em profundidade e formular recomendações.
Depois, os participantes terão formação, acesso a informação técnica, de molde a poderem apresentar recomendações sustentáveis, que serão apreciadas e «terão resposta pública, fundamentada e transparente.
A Assembleia Cidadã terá natureza consultiva, mas as recomendações produzidas serão apreciadas pelas entidades competentes e terão resposta pública, fundamentada e transparente.
Com esta iniciativa, «Coimbra pretende testar um novo modelo de participação pública, assente na escuta ativa, na diversidade de perspetivas, na construção coletiva de respostas para desafios estratégicos do território», sublinhou Ana Abrunhosa, presidente da autarquia.
17.09.2026