Interpretação II

Conhecimentos de Base Recomendados

Interpretação I

Métodos de Ensino

Trata-se de uma disciplina eminentemente prática, em que a disponibilidade e a entrega dos alunos são

postas à prova em cada sessão de trabalho. Assim sendo, a presença e a participação produtiva nas aulas são

decisivas num trabalho que implica uma progressão gradativa e não é compatível com o saltar de etapas

intermédias. O processo de aprendizagem desenvolve-se segundo três grandes fases: a integração criativa e

estimulante num grupo de trabalho coeso na sua diversidade; o desenvolvimento das capacidades

expressivas, começando desde logo pela eliminação de bloqueios, inibições, medo de errar, etc; o culminar

do processo será a criação de cenas entre pequenos grupos de trabalho.

Resultados de Aprendizagem

O aluno deverá ser capaz de:

– Desenvolver a consciência das exigências do trabalho de criador num espaço colaborativo, que coloca em tensão o coletivo e o singular;

– Expandir as dimensões do trabalho de actor/actriz como criador/a;

– Identificar e superar progressivamente as suas dificuldades como criador/a;

–  Desenvolver trabalho de análise dramática sobre o texto dramático (Stanislavski através de Actioning/ Max Stafford-Clark e Análise activa);

– Desenvolver formas de apropriação (Reescrita dramática / Bertolt Brecht ; Espaço/ Níveis de tensão / Jacques Lecoq;  Composition/ Pontos de vista / Anne Bogart)

– Desenvolver um exercício de criação a partir de um texto dramático.

Programa

I Trabalho de análise dramatúrgica: O universo do autor, a ação dramática, os acontecimentos, as

circunstâncias, as transições; a linguagem, as personagens; a fundamentação das escolhas dramatúrgicas. II.

Passagem do texto à cena: relação espaço-corpo-texto; 3. Realizar e apresentar pequenas cenas de trabalho

colaborativo.

Métodos de Avaliação

A avaliação é exclusivamente contínua (100% ) como consta do Art 13.5 – Regulamento Académico do 1º Ciclo de Estudos da ESEC e será feita ao longo das sessões, assente nos seguintes critérios:


1)Domínio técnico, aplicação de conhecimentos teóricos e criação artística, a partir dos exercícios apresentados na aula – 25%

2) Pontualidade, integração no grupo de trabalho e participação ativa e estimulante – 30%.

3) Elaboração e apresentação de um exercício dramático  - 45%

CONDIÇÕES ESPECIFICAS DE ACESSO À AVALIAÇÃO POR EXAME OU DE RECURSO 

 1.Para poder aceder ao exame final ou de recurso, o aluno deverá ter participado ativamente em casa 70% do número total de aulas e ter obtido uma classificação não inferior a 45% na avaliação por frequência.

2. Tendo preenchido o requisito previsto no número anterior, o aluno deverá informar o docente da UC, por escrito (mail) e com uma antecedência de pelo menos uma semana, da sua intenção de se inscrever para o exame final.

3. O docente definirá então com o aluno a(s) cena(s) a apresentar, escolhidas de entre o texto ou temas trabalhados na aula durante o ano letivo em que se realiza a prova.

4. É da responsabilidade do aluno comparecer na data e hora fixadas pelos serviços académicos para a realização do exame fazendo-se acompanhar dos elementos da turma de Interpretação I, do ano em que se realiza a prova, necessários para a representação da cena ou cenas previamente definidas pelo docente.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    Bartow, A. (2008). The handbook of acting techiniques. London: Nick Hern Books.

    Bogart, A. and Landau, T. (2005). The Viewpoint Book. New York:Theatre communication group.

    CALDARONE, M.; LLOYD-WILLIAMS, M. (2004) – Actions – The Actor’s Theasaurus. London: Nick Hern Books.

    GROCHALA, S. (2017). The Contemporary Political Play- Rethinking Dramaturgical Structure.Londres: Bloomsburry Methuen Drama.

    Hodge, A. (2000).Twentieth Century actor training. Routlege.

    Lecoq, J. & Bradby,D. (2006). Theatre of movement and Gesture. Londres e Nova Iorque: Routledge.

    Jacques et all (2002).The Moving Body. Londres: Methuen Drama.

    Merlin, B. (2007). The Complete Stanislavski toolkit. London. Nick Hern Books.

    Mitchell, K. (2009). The directors craft -a handbook for the theatre. London: Routledge.

    Murray, Simon (2003).Jaques Lecoq. London /New York: Routledge.

    Oddey, A. (2000). Devising Theatre: a pratical and theorical handbook. Londres e Nova Iorque: Routledge.

    Romano, L. (2005) O Teatro do corpo manifesto: Teatro Fìsico. São Paulo. Editores Perspetiva S.A.

    Unwin, S. & Jones, J. (2914). The Complete Brecht Toolkit. London. Nick Hern Books.