Metodologias de Intervenção Teatral

Conhecimentos de Base Recomendados

Não se aplica

Métodos de Ensino

Serão propostos 5 textos para 1.Invenção de um contexto para o texto 2.Simulação de um plano de realização do texto em espectáculo, inventando os contextos humanos e de produção, nomeadamente a constituição do grupo sua caracterização e expectativas, condições materiais, calendarização, grandes opções ao nível do espaço cénico, figurinos, ambiente sonoro. 3.Realização de uma cena, tendo em conta os elementos apresentados em 1. e 2., a partir dos conceitos teatrais de: letra do texto, jogo, conflito, clímax, relações entre as personagens, espaço ficcional, interpretação, direcção de actores. 

Resultados de Aprendizagem

1.Tomar consciência dos contextos mais vastos em que se insere toda a prática artística, nomeadamente a teatral: o papel social da arte e da prática artística, seus pressupostos e políticas; a sociedade e as formas como essas práticas acontecem ou poderiam/deveriam acontecer; saber observar e intuir as pessoas com quem se vai trabalhar. 2.Saber potenciar diferentes aspectos que intervêm na criação artística. 3.Estabelecer critérios para a escolha de repertórios 4.Adquirir competências técnicas que possibilitem práticas em diferentes contextos: 5.Organizar uma sessão de trabalho: atitudes, liderança, gestão de intersubjectividades. 6.Abordagem dos textos a partir da letra dos mesmos e da natureza, sensibilidade e contextos dos participantes. 7. Ser capaz de diversificar estratégias de trabalho

Programa

1.A letra do texto dramático e a sua transposição cénica para o contexto de implementação; 2.Os contextos da prática teatral a desenvolver nomeadamente, social, psicológico e cultural e suas consequências na definição de metodologias de trabalho. 3.As condições materiais da prática teatral, nomeadamente ao nível de espaços, condições técnicas, económicas, etc, e estratégias da sua potenciação artística 4.A gestão de relações intersubjectivas e de liderança nos processos de trabalho. 5.Elaboração de projectos teatrais em contexto comunitário: linhas orientadoras.

Métodos de Avaliação

Avaliação Contínua (Art.14.a) - Regulamento Académico do 1.º Ciclo de Estudos da ESEC)

A frequência nas aulas é obrigatória (Art. 13.2 - Regulamento Académico do 1.º Ciclo de Estudos da ESEC)

Critérios de Avaliação:

- Rigor na fundamentação e agilidade na prática dos pontos 1, 2 e 3 das metodologias de Ensino/Aprendizagem - 50.0%

- Assiduidade e qualidade da presença e participação na discussão do trabalho dos outros - 30.0%

- Qualidade, rigor de fundamentação e correspondência com a prática das planificações apresentadas - 20.0%

Avaliação por Exame Final

- Prova Prática - 100.0%

CONDIÇÕES ESPECíFICAS DE ACESSO À AVALIAÇÃO POR EXAME FINAL OU DE RECURSO NA UC DE METODOLOGIAS DE INTERVENÇÃO TEATRAL DO CURSO DE TEATRO E EDUCAÇÃO 

1.Para poder aceder ao exame final ou de recurso, o/a aluno/a deverá ter participado ativamente em 45% do número total de aulas e ter obtido uma classificação não inferior a 45% na avaliação por frequência.

2. Tendo preenchido o requisito previsto no número anterior, o/a aluno/a deverá informar o docente da UC, por escrito (mail) e com uma antecedência de pelo menos uma semana, da sua intenção de se inscrever para o exame final.

3. O docente definirá então com o/a aluno/a o teor da prova, com base nos conteúdos trabalhados durante o ano letivo em que se realiza a prova.

4. É da responsabilidade do/a aluno/a comparecer na data e hora fixadas pelos serviços académicos para a realização do exame fazendo-se acompanhar dos elementos necessários para a prova, definidos anteriormente pelo docente.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    ADLER, Stella (2015). Técnica da representação teatral. RJ: Civilização Brasileira.

    BENJAMIN, Walter (2012). Magia e técnica, arte e política. SP: Ed. Brasiliense.

    BOAL, Augusto (2009). A estética do oprimido. RJ: FUNARTE/Garamond.

    BROOK, Peter (2016). O espaço vazio. Lisboa: Orfeu Negro.

    COURTNEY, Richard (2010). Jogo, teatro & pensamento. SP: Perspectiva.

    CRUZ, Hugo (2015). Arte e comunidade. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian.

    DAW, Kurt (2004) Acting: Thought into action. NH: Heinemann Drama.

    ESSLIN, Martin (1986). Uma anatomia do drama. RJ: Zahar Editores.

    HODGE, Francis (1994). Play directing: Analysis, communication, and style. NJ: Prentice-Hall.

    KOUDELA, Ingrid Dormien (1999). Texto e Jogo. SP: Perspectiva

    LEWIS, Robert (1980). Advice to the players. NY: Harper & Row.

    READ, Herbert (2013). A educação pela arte. Lisboa: Edições 70.