Conhecimentos de Base Recomendados
Conhecimentos de base recomendados:
CB1: Conhecimentos introdutórios de microeconomia e macroeconomia.
CB2: Capacidade de interpretar dados estatísticos, indicadores económicos, gráficos e tabelas.
Métodos de Ensino
ME1. Exposição interativa: Apresentação dos principais conceitos, com recurso a exemplos, questões e análise de dados, contribuindo para os OA1, OA2 e OA3.
ME2. Resolução de casos práticos: Aplicação dos conhecimentos a situações relacionadas com a intervenção do Estado, a fiscalidade e a política orçamental, em articulação com os OA2, OA3 e OA4.
ME3. Trabalhos de pesquisa e síntese: Realização de trabalhos individuais ou em grupo, promovendo a autonomia, a capacidade de análise e a aprendizagem colaborativa.
ME4. Orientação tutorial: Sessões de acompanhamento e feedback, em pequenos grupos, destinadas à monitorização dos trabalhos e ao esclarecimento de dúvidas.
Resultados de Aprendizagem
Após a conclusão desta unidade curricular, o estudante deverá ser capaz de:
OA1: Compreender os principais conceitos relacionados com a economia e as finanças públicas.
OA2: Analisar os fundamentos, as funções e os principais instrumentos de intervenção do Estado na economia.
OA3: Compreender a estrutura e a evolução das receitas, das despesas e do Orçamento do Estado.
OA4: Avaliar os efeitos das políticas orçamental e fiscal na atividade económica, na distribuição do rendimento e no bem-estar social.
Competências associadas:
CD1: Compreender os fundamentos económicos que justificam a intervenção do Estado na economia.
CD2: Analisar a evolução e os desafios recentes da intervenção do Estado em áreas específicas da economia portuguesa.
CD3: Caracterizar o sistema fiscal português e compará-lo com os sistemas fiscais de outros países.
Programa
PI – As Finanças Públicas e o papel do Estado
- 1,A relação entre o Estado e a Economia – evolução histórica
1.2.Economia pública e finanças públicas
- 3.As três grandes funções do Estado
P2 – Teorias e políticas públicas num contexto de incerteza
2.1.Informação assimétrica, seguros privados, segurança social e saúde
2.2. Desigualdade, pobreza e bem estar-social
P3- A intervenção do Estado na Saúde e na Segurança Social
3.1. O sistema de segurança social em Portugal
3.2. A especificidade do sector da saúde
3.3.O financiamento da saúde em Portugal
P4 – As despesas públicas
4.1.A importância da despesa pública
4.2.As tendências da despesa pública na União Europeia
4.3. A eficiência da despesa pública
P5 – As Receitas Públicas e o Sistema Fiscal
5.1.As fontes de financiamentos do Estado
5.2.As características desejáveis de um sistema fiscal
5.3,Eficiência e a tributação
5.4,Equidade de um sistema fiscal
P6- A incidência da integração europeia nas finanças públicas portuguesas
6.1.Uma visão global da política orçamental
6.2-A política orçamental na União Europeia
6.3.O impacto da harmonização fiscal
Docente(s) responsável(eis)
Sara Rute Monteiro da Silva e SousaMétodos de Avaliação
Os estudantes podem optar por um de dois regimes de avaliação: avaliação contínua/periódica ou avaliação por exame.
A) Avaliação contínua/periódica
MA1. Trabalho de grupo escrito e apresentação oral (100%)
Elaboração de um trabalho de grupo, com apresentação e defesa oral durante as aulas. A componente escrita e a apresentação oral são obrigatórias. A classificação mínima para aprovação é de 10 valores.
Diretrizes relativas ao uso de Inteligência Artificial: É permitida a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial como organização de ideias e revisão do texto. A sua utilização deve ser declarada, identificando as ferramentas utilizadas e a forma como contribuíram para o trabalho. A análise, a interpretação e a redação final devem ser da responsabilidade dos estudantes. Não é permitida a utilização de IA durante a apresentação e a defesa oral.
Fórmula de classificação final:
CF = MA1
B) Avaliação por exame
MA2. Exame final individual (100%)
Realização de uma prova escrita individual, abrangendo todos os conteúdos programáticos da unidade curricular. A classificação mínima para aprovação é de 10 valores.
Fórmula de classificação final:
CF = MA2
Os estudantes que não obtenham aprovação na avaliação contínua/periódica podem realizar o exame final nas épocas previstas no regulamento académico.
Regime de assiduidade e trabalhadores-estudantes
A participação nas aulas é recomendada, mas não obrigatória.. A presença é obrigatória na apresentação e defesa oral do trabalho.
Épocas de exame e melhoria de classificação
Nas épocas de recurso, especial ou de melhoria, a avaliação consiste num exame final individual, com uma ponderação de 100%.
Na melhoria de classificação, não é mantida a nota obtida no trabalho realizado durante o semestre, sendo a classificação final correspondente à nota obtida no exame de melhoria, de acordo com o regulamento académico aplicável.
Procedimento em caso de suspeita de fraude
No caso de suspeita fundada de fraude detetada na fase de correção de prova, o estudante será convocado para prestação de prova oral para verificação dos conhecimentos e competências demonstradas. Esta verificação é realizada por um júri constituído pelo docente da UC e por mais 2 docentes da mesma área. Caso o estudante não comprove ter os conhecimentos e competências demonstrados na prova escrita, a prova ser-lhe-á anulada.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
Bibliografia principal
Barr, N. (2020). Economics of the welfare state (6th ed.). Oxford University Press.
Frank, R. H. (2021). Microeconomics and behavior (10th ed.). McGraw Hill.
Gruber, J. (2019). Public finance and public policy (4th ed.). Worth Publishers.
Santos, J. A. (2013). Teoria fiscal (2.ª ed.). Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa.
Santos, J. C. G., Arcanjo, M., Afonso, A., & Pereira, P. T. (2022). Economia e finanças públicas (5.ª ed.). Escolar Editora.
Stiglitz, J. E. (2015). Economics of the public sector (4th ed.). W. W. Norton & Company.
Banco de Portugal. (vários anos). Relatórios do Banco de Portugal: Capítulos sobre finanças públicas. Banco de Portugal.
Bibliografia complementar
Chang, H.-J. (2002). Breaking the mould: An institutionalist political economy alternative to the neoliberal theory of the market and the state. Cambridge Journal of Economics, 26(5), 539-559.
Franco, A. L. S. (1996). Finanças públicas e direito financeiro. Almedina.
Reinhart, C. M., & Rogoff, K. S. (2011). From financial crash to debt crisis. American Economic Review, 101(5), 1676-1706.
Ribeiro, J. J. T. (1996). Lições de finanças públicas. Coimbra Editora.
Textos e outros materiais de apoio disponibilizados pela docente.