Contabilidade de Gestão das Empresas Agrícolas

Conhecimentos de Base Recomendados

Esta unidade curricular requer conhecimentos sólidos de Contabilidade Financeira uma vez que a contabilidade de gestão tem por base elementos de contabilidade financeira, nomeadamente custos e rendimentos.

Métodos de Ensino

Método de ensino para o desenvolvimento de competências com recurso a material didático informatizado e outras técnicas de ensino ativo nomeadamente “sala invertida”, já que é facultado aos alunos o manual de apoio às aulas, elaborado especificamente para a disciplina, procurar-se-á fomentar a discussão em sala de aula e a promoção da participação dos alunos na resolução de exercícios práticos, esclarecimento de dúvidas e aprofundar a compreensão dos conteúdos.

Será feita avaliação contínua com recurso realização de um trabalho de grupo e uma frequência no final do semestre.

Os exames serão de acordo com as datas definidas no ISCAC.

Resultados de Aprendizagem

Objetivos

A contabilidade de gestão, não tem normativo próprio aplicável ao setor privado, o que permite a cada empresa utilizar os instrumentos que melhor se adequem aos seus objetivos e necessidades, em matéria de informação a prestar. Contudo, a Contabilidade de Gestão é uma ferramenta de apoio recorrente de gestores e decisores empresariais, que possibilita a obtenção de informação útil para a valorização, controlo, planeamento e tomada de decisão. Deste modo, é objetivo desta unidade curricular, dar a conhecer importância da Contabilidade de Gestão na obtenção de informação adequada de acordo com os objetivos estabelecidos, que permitirá preparar para as melhores decisões operacionais e estratégicas nas empresas agrícolas.

Competências a Desenvolver

Após o estudo desta unidade curricular dos alunos deverão distinguir: Gastos Diretos e Indiretos; Gastos Incorporáveis e Não Incorporáveis; Gastos Fixos e Variáveis; Gastos de Subactividade; Gastos Administrativos e Custos Totais.

Após apreendidos estes conceitos deverão compreender a imputação dos custos dos ativos, através dos vários sistemas de custeio, reconhecer e repartir os gastos indiretos pelos respetivos objetos de custo, em função de diversos critérios de afetação e imputação de custos indiretos.

Programa

Introdução

 

 1 – A Contabilidade de Gestão enquanto instrumento de gestão

 1.1   – Evolução Histórica da Contabilidade e Gestão

1.2   – Objetivos da Informação Produzida

1.3   – Diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de Gestão

1.4 – O Plano de Contas – As Contas da Classe 9

1.4.1- O Plano de Contas

1.4.2 – As Contas da Classe 9

 

2 – Custos e Gastos

 2.1 – Classificação dos Gastos

2.1.1 – Gastos Diretos e Indiretos – Conceito

2.1.2 – Gastos Incorporáveis e Não Incorporáveis

2.1.3 – Gastos Fixos e Variáveis

2.1.4 – Gastos de Subactividade

2.1.5 – Gastos Administrativos

2.2 – Componentes do custo industrial e Estádios de Custos

2.3 – Custos dos produtos e Custos do período

 

3 – Análise Custo/Volume/Resultados ou Análise CVR

 3.1- Limitações da análise Custo/Volume/Resultados

3.2 – Apuramento do Resultado

3.3 – Margem de Contribuição

3.4- Ponto Crítico das Vendas, Limiar de Rendibilidade e Break Even Point

3.5 – Ponto Crítico Multi-Produto

3.6 – Margem de Segurança

3.7 – Resultado Marginal

 

3 – Sistemas de Custeio

 3.1 – Sistema de Custeio Total

3.2 – Sistema de Custeio Variável

3.3 – Sistema de Custeio Directo

3.4 – Sistema de Custeio Racional

3.5 – Custo Padrão

3.5.1 – O Custo Padrão

3.5.2 – Desvios – Custo Real vs Custo Padrão

 

4 – Imputação e Afetação dos Custos Indiretos – Critérios

 4.1 – Sistemas Tradicionais

4.2 – Método das Secções Homogéneas

4.3 – Sistema Activity-Based Costing (ABC)

 

5 – Regimes de Produção

 5.1 – Produção Disjunta

5.2 – Produção Conjunta

5.3 – Produção Defeituosa

 

6 – O Sistema de Custeio Time-Driven Activity-Based Costing

 6.1 – Activity Cost Drivers e a Origem do Time Driven Activity Based Costing

6.2 – Do ABC ao Time Driven Activity Based Costing

6.3 – Vantagens e Desvantagens do Time Driven Activity Based Costing

6.4 – A metodologia Time driven-ABC

Conclusão

Métodos de Avaliação

No que diz respeito à avaliação, esta enquadra-se na tipologia avaliação periódica, compreendendo a elaboração de 1 ensaio teórico a apresentar até final do período letivo e a realização de um teste de avaliação de conhecimento durante o período letivo.

Assim o teste representa 80% da avaliação final e a componente trabalho representa 20% e envolve a realização de do ensaio teórico e a apresentação em aula.

As componentes do trabalho serão um ensaio teórico e respetiva apresentação em aula com a seguinte

distribuição:

- 20% da nota do trabalho será para a apresentação e é atribuído a cada elemento individual

- 80% da nota do trabalho escrito será atribuído de igual modo a cada elemento

Em época de exame o trabalho não contribui para a nota final.

A Avaliação Final, será de acordo com as épocas de exame aprovadas no ISCAC e será feita através de um teste de avaliação final.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    Bibliografia Fundamental

    Silva, R. (2022). Manual de Apoio à Disciplina de Contabilidade de Gestão das Empresas Agrícolas – Elaboração Própria.

     Caiado, A. C. P. (2020). Contabilidade analítica e de gestão. (9.ª Ed). Lisboa: Áreas Editora.

     Ferreira, D., Caldeira, C., Asseiceiro, J., Vieira, J., & Vicente, C. (2017). Contabilidade de gestão – Estratégia de Custos e Resultados Casos Práticos – Volume I. Sintra: Rei dos Livros.

     Kaplan, R.S. & Anderson, S.R. (2007). Time driven activity-based costing – A simpler and morepowerful path to higher profits. Boston, MA: Harvard Business School Press.

     

    Bibliografia Complementar

    Cooper, R. e R. S. Kaplan (1988), Measure costs right: make the right decisions, Harvard Business Review, 66(5), 96-103.

    Cooper, R., & Kaplan, R. S. (1998). The promise-and peril-of integrated cost systems. Harvard Business Review, 76(4), 109-120.

    Dejnega, O. (2011), Method time driven activity based costing–literature review. Journal of Applied Economic Sciences (JAES), 1(15), 9-15.

    Everaert, P., W.Bruggeman, G.Sarens, S.R. Anderson e Y. Levant (2008). Cost modeling in logistics using time-driven ABC: Experiences from a wholesaler. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 38(3), 172-191.

     Gervais, M., Y. Levant & C. Ducrocq (2010), Time-driven activity-based costing (TDABC): An initial appraisal through a longitudinal case study. Journal of Applied Management Accounting Research, 8(2), 1-20.

    Nabais, C. & Nabais, F. (2016). Prática de Contabilidade Analítica e de Gestão. Lisboa: Lidel.

    Namazi, M. (2016). Time driven activity based costing: theory, applications and limitations. Iranian Journal of Management Studies, 9(3), 457-482.