Métodos de Ensino
Nas aulas é utilizado, predominantemente, o método expositivo interativo no processo ensino/aprendizagem dos conhecimentos fundamentais sobre desenho técnico. Complementado pela realização de exercícios sobre as matérias lecionadas com discussão das soluções com os alunos.
Os conteúdos exigem precisão, consistência terminológica e demonstração visual rigorosa, sendo por isso especialmente bem transmitidos através de método expositivo estruturado, onde se pode garantir o rigor conceptual desde o início, apresentar exemplos padronizados, evitar interpretações ambíguas.
Num domínio tão normalizado como o desenho técnico, uma base expositiva garante que toda a turma parte dos mesmos fundamentos corretos.
O método expositivo reduz a carga cognitiva inicial. Os estudantes de engenharia, sobretudo em anos iniciais, frequentemente enfrentam dificuldades em estruturar a informação. O método expositivo, quando bem segmentado, ajuda a introduzir conceitos de forma sequencial, decompor o raciocínio espacial, fornecer exemplos guiados antes da realização de prática com mais autonomia. Assim, consegue-se reduzir a sobrecarga cognitiva, facilitando a aprendizagem posterior através de exercícios.
A resolução de problemas a seguir à explicação teórica permite que os alunos apliquem os conhecimentos adquiridos, encontrem falhas na sua aprendizagem e esclareçam dúvidas que surjam, verificando e consolidando o seu conhecimento. Esta combinação é altamente eficaz na transferência e na retenção de conhecimento. Os exercícios nesta unidade curricular são realizados inicialmente pelo método tradicional de desenho rigoroso à mão permitindo a aprendizagem dos fundamentos e mais tarde em computador com programa de CAD 2D, aqui, concentrando-se na forma como funcionam e se utilizam estes programas.
Na realização de exercícios, a discussão coletiva reforça competências genéricas e promove pensamento crítico. Os seus objetivos incluem: promover a troca de ideias, desenvolver discussão técnica, fomentar autoaprendizagem, incentivar a organização e reflexão. A discussão posterior aos exercícios permite: comparar diferentes soluções para o mesmo problema, justificar escolhas de vistas, cortes, cotagens, avaliar alternativas e erros comuns, promover pensamento crítico sobre normas, soluções ou estratégias de desenho.
Aqui, o docente age como facilitador, guiando a turma a construir raciocínio técnico de forma colaborativa.
O método é adequado ao ensino superior (ES) em engenharia porque no ES, em especial na engenharia, o método expositivo interativo com discussão permite apresentação estruturada, de complexidade crescente, do conhecimento fundamental, a demonstração técnica rigorosa, a contextualização prática e a preparação para a aprendizagem subsequente, corrigindo erros antes que se tornem hábitos, crucial em disciplinas onde um erro conceptual inicial pode comprometer competências futuras, como é o caso das projeções ortogonais em múltiplas vistas e nas perspetivas.
Resultados de Aprendizagem
Objetivos: Facultar conceitos fundamentais que permitam aos alunos a interpretação e a realização de desenhos e esquemas técnicos, em projeções ortogonais e em perspetivas, com conhecimento das principais normas internacionais associadas ao Desenho Técnico. Saber utilizar programas de desenho por computador 2D no desenho de vistas.
Competências gerais: Promover a troca de ideias e discussão de problemas e soluções; Desenvolver hábitos de autoaprendizagem e organização.
Utiliza-se o método expositivo presencial complementado pela realização de exercícios sobre as matérias lecionadas com discussão das soluções com os alunos.
A combinação destes métodos de ensino é adequada nesta u.c. do 1.º ano de um curso superior de engenharia pois permite transmitir com rigor, de forma estruturada e progressiva os conceitos do desenho técnico, essenciais para garantir uma base comum sólida, sem ambiguidades, fortalecendo as competências específicas e gerais necessárias em engenharia.
Programa
1. Noções básicas.
Introdução ao Desenho. Desenho Técnico como linguagem de comunicação universal. Normas de desenho técnico. Tipos de linhas. Folhas de desenho. Margens e esquadrias. Legendas. Listas de peças. Escalas.
2. Projeções ortogonais.
Método europeu e americano. Seleção de vistas. Vistas auxiliares, parciais, deslocadas e locais.
3. Cortes e secções.
Interpretação convencional. Planos de corte. Cortes especiais. Cortes parciais. Elementos que não se cortam. Secções.
4. Cotagem.
Elementos de cotagem. Inscrição de cotas. Critérios de cotagem.
5. Desenho de conjuntos. Toleranciamento dimensional e geométrico. Acabamento superficial.
6. Perspectivas.
Tipos de perspectivas. Desenho de perspectivas isométricas. Desenho da perspectiva isométrica da circunferência.
7. Sistemas CAD 2D. Interface com o utilizador. Criação e edição de entidades. Layers. Blocos. Atributos e referência externa de ficheiros. Cotagem. Tracejado de corte.
Docente(s) responsável(eis)
Carlos Miguel de Campos Pinto BorgesMétodos de Avaliação
- - Testes (2) ou Exame - 100.0%
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
Costa, A. (2012). Autodesk Inventor – Curso Completo. FCA Editora. Lisboa. (Biblioteca do ISEC cota: 1A-3-221. ISBN 978-972-722-607-8).
International standard ISO 128 (1982). Technical drawings – General principles of presentation. ISO. Genève. (Biblioteca do ISEC cota: 2-6-40).
International standard ISO 129 (1985). Technical drawings – Dimensioning – General principles, definitions, methods of execution and special indications. ISO. Genève. (Biblioteca do ISEC cota: 2-6-41).
Morais, J.M.S. (2007). Desenho Técnico Básico 3. 24ª edição. Porto Editora. Porto. (Biblioteca do ISEC cotas: 4-7-69; 4-7-70; 4-7-71. ISBN: 972-96525-2-X).
NP-671 (1973). Desenho técnico – Representação convencional – Convenções de utilização geral. IGPAI. Lisboa. (Biblioteca do ISEC cota: 2-6-271).
Silva, A., Ribeiro, C. T., Dias, J., e Sousa, L. (2008). Desenho Técnico Moderno 8ª edição, Lidel – Edições Técnicas. Lisboa. (Biblioteca do ISEC cotas: 4-7-66; 4-7-67;4-7-68. ISBN: 978-972-757-337-0).