Conhecimentos de Base Recomendados
As unidades curriculares base necessárias para aplicação de uma abordagem integradora.
Métodos de Ensino
Os estudantes desenvolvem o seu trabalho divididos em grupos de 3 elementos, podendo haver trabalhos elaborados individualmente ou em grupos de 2 elementos, se a situação o justificar e após análise pelos docentes. A constituição dos grupos e atribuição de tema de trabalho será feita de acordo com as regras de atribuição disponibilizadas na plataforma Nónio através de notificação aos estudantes.
Cada grupo será acompanhado e orientado por um docente da unidade curricular. Tendo em conta o carácter mais ou menos abrangente da UC, em termos de áreas de engenharia, os estudantes poderão ser orientados por mais do que um docente da UC, havendo sempre um que fica como responsável.
Os grupos deverão utilizar preferencialmente as aulas para a realização dos seus projetos e para a análise e discussão de problemas específicos do mesmo com os docentes. Os docentes poderão utilizar algumas aulas para a apresentação de tópicos comuns aos vários grupos, como, por exemplo, a metodologia de elaboração do projeto, a estrutura do relatório, normas e regulamentos, manipulação de ferramentas de cálculo, entre outros.
Os estudantes são estimulados a realizar pesquisas bibliográficas que lhes permita conhecer e adquirir o necessário conhecimento científico no âmbito do trabalho a desenvolver e a consubstanciarem esse conhecimento.
Resultados de Aprendizagem
A unidade curricular de Projeto tem como objetivo proporcionar aos estudantes a aplicação integrada dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Licenciatura em Engenharia Mecânica, através do desenvolvimento de um projeto de engenharia. Pretende-se promover a capacidade de análise e de resolução de problemas, o espírito crítico, a autonomia, bem como competências de organização, comunicação técnica e trabalho em equipa, preparando os estudantes para a prática profissional e para desafios multidisciplinares.
No final desta unidade curricular, os estudantes deverão ser capazes de:
Aplicar de forma integrada os conhecimentos científicos e técnicos adquiridos ao longo do curso na resolução de problemas de engenharia mecânica;
Identificar, analisar e formular problemas de engenharia, propondo soluções tecnicamente fundamentadas e devidamente justificadas;
Recolher, selecionar e interpretar informação técnica e científica relevante, sustentando decisões e juízos de engenharia;
Planear e gerir atividades de projeto no espaço e no tempo, identificando recursos humanos, materiais e tecnologias necessárias à sua concretização;
Integrar inovações tecnológicas recentes e boas práticas de engenharia no desenvolvimento de soluções de projeto;
Comunicar de forma clara, estruturada e rigorosa informações, ideias, problemas e soluções, recorrendo a linguagem técnica adequada e a diferentes suportes de comunicação;
Desenvolver trabalho em equipa, assumindo responsabilidades, colaborando de forma eficaz e gerindo conflitos de forma construtiva.
Programa
Elaboração de um trabalho de projeto, privilegiando temas que englobem várias áreas da Engenharia Mecânica e correspondam a casos concretos, envolvendo o estudo, cálculo e dimensionamento de dispositivos, mecanismos, equipamentos, sistemas mecânicos ou instalações. Os alunos são familiarizados com as fases de conceção, desenvolvimento e implementação de um projeto, tendo também em consideração o seu custo económico.
Docente(s) responsável(eis)
Luís Manuel Ferreira RoseiroMétodos de Avaliação
A metodologia de avaliação é exclusivamente contínua sendo objetivo que a unidade curricular se desenvolva exclusivamente ao longo do semestre. A avaliação de conhecimentos tem por base um conjunto de fatores considerados importantes no contexto das competências a adquirir no decorrer da unidade curricular, nomeadamente:
• A motivação, inovação, pensamento crítico e participação do estudante no desenvolvimento do trabalho;
• A qualidade do relatório do trabalho;
• A apresentação intermédia do trabalho;
• A apresentação e discussão final do trabalho.
A UC envolve três componentes de avaliação:
1. Motivação e Participação;
2. Apresentação Intermédia;
3. Relatório de Projeto, Apresentação e Discussão do Trabalho.
1. Motivação e Participação (1,5/20)
O empenho, motivação, assiduidade, pontualidade e participação dos estudantes no decorrer das aulas será alvo de avaliação pelo docente responsável pela orientação, através do preenchimento de uma grelha.
Esta componente tem um peso de 1,5/20 na avaliação final.
2. Apresentação Intermédia (1,5/20)
A meio do semestre, na aula 7, haverá lugar a uma apresentação intermédia por parte dos estudantes. A apresentação terá a duração de 3 minutos e será feita perante todos os docentes e estudantes da UC. Pretende-se que esta apresentação permita estabelecer o ponto de situação de cada grupo perante os objetivos a atingir e incrementar um conjunto de competências, onde se inclui a qualidade de uma apresentação, comunicação, entre outros. Esta apresentação será avaliada por todos os docentes através de preenchimento de uma grelha e tem um peso de 1,5/20.
3. Relatório de Projeto, Apresentação e Discussão do Trabalho (17/20)
Cada grupo entregará um relatório final do projeto, a ser elaborado de acordo com o template fornecido para a unidade curricular. A submissão do relatório de projeto (em formato pdf) será feita através da plataforma de ensino e cumulativamente através de e-mail dirigido ao orientador do trabalho.
A data limite para entrega do trabalho é dia 27/05/2026.
A apresentação e discussão do trabalho decorrerá na última semana de aulas, em horário e local previamente definido. A apresentação do trabalho terá a duração de 6 minutos, sendo feita perante todos os docentes e estudantes da UC. A discussão do trabalho será realizada posteriormente, em horário definido e perante os docentes da UC.
Embora todos os estudantes do grupo tenham de conhecer a totalidade do projeto, cada um dos estudantes pode ser responsável por partes diferentes do mesmo, apresentando e defendendo a sua componente na discussão final. A classificação final é, por isso, individual. Esta componente tem um peso de 17/20 na avaliação final.
Nota:
Aos estudantes com estatuto de trabalhador-estudante, ou que comprovadamente e com razão válida e aceite pelo Coordenador de Curso, demonstrem até ao final da segunda semana letiva que não podem participar nas aulas, poderá ser atribuído um trabalho individual. Contudo, estes estudantes terão obrigatoriamente de participar nos momentos previstos para a apresentação e discussão.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
A bibliografia de suporte ao desenvolvimento do trabalho depende do tema atribuído. Segue um lista de bibliografia de onde podem ser selecionados elementos de acompanhamento ao desenvolvimento dos trabalhos.
Livros/Books
Ashby, M. F. (1999). Materials Selection in Mechanical Design (2nd. Ed.). Ed. Butterworth Heinemann.
Antunes, F. (2012). Mecânica Aplicada– uma Abordagem Prática. Ed. Lidel.
ASHRAE (2000). HVAC Systems and Equipment Handbook. ASHRAE.
Backhurst, J. R. & Harker, J. H. (1983). Process Plant Design. Heinemann Educational Books.
Beer, F., Johston, E. & DeWolf, J. (2006). Resistência dos Materiais (4a edição). McGraw Hill.
Boehm, R. F. (1987). Design Analysis of Thermal Systems. John Wiley & Sons.
Branco, M., Fernandes, A. & Castro, P. (1999). Fadiga de estruturas soldadas (2a ed.). Fundação Calouste Gulbenkian.
Coulson, J., Richardson, J., & Sinnot, R. (1993). Chemical Engineering. (Vol. 6) – Design (3rd ed.). Pergamon Press.
Duffie, J. A. & Beckman, W. A. (2013). Solar Engineering of Thermal Processes. (4th ed.). John Wiley.
Filho, A. A. (2005). Elementos Finitos: A Base da Tecnologia CAE – Análise Dinâmica. Editora Erica.
Ganapathy, V. (2002). Industrial Boilers and Heat Recovery Steam Generators: Design, Applications and Calculations. CRC Press.
Gmur, T. (1997). Dynamique des Structures: Analyse Modale Numérique. Presses Polytechniques et Universitaires Romandes. Lausanne.
Guyer, E. C. & Brownell, D. L. (1999). Handbook of Applied Thermal Design. Taylor & Francis Group.
Hibbeler, R. C. (1998). Mecânica: Dinâmica. (8a ed). LTC Editora.
Hibbeler, R. C. (2006). Resistência dos Materiais. (5a edição). Pearson Prentice Hall.
Incropera, F. P. & Dewitt, D. P. (2011). Fundamentals of Heat and Mass Transfer. (7th ed.). Ed. Wiley.
Jaluria, Y. (2007). Design and Optimization of Thermal Systems. (2nd ed.). CRC Press.
Juanico, J. F. (1993). Geradores de Calor. ICEMEI.
Jutglar, L. (2004). Energia solar. Ceac.
Kakac, S., Liu, H. & Pramuanjaroenkij, A. (2012). Heat Exchangers: Selection, Rating and Thermal Design. (3th ed.). CRC Press.
Kitto, J. B., Rahn, C. H. & Stultz, S.C. (1992). Steam, Its Generation and Use. (40th ed.). Babcock & Wilcox Co.
Kutz, M. (1998). Mechanical Engineer’s Handbook. (2nd ed.). John Wiley, New York.
Meriam, J. L.; Kraige, L. G. (1998). Engineering Mechanics. (4th ed.). John Wiley, New York.
Nayyar, M. (1999). Piping Handbook. (7th ed.). McGraw-Hill Handbooks.
Neto, M., Amaro, A., Roseiro, L., Cirne, J. & leal, R. (2015). Engineering Computation of Structures: The Finite Element Method. Springer.
Raznjevic, K. (1995). Handbook of Thermodynamic Tables. (2nd ed.). Begell House, Inc.
Recknagel & Sprenger (1972). Manual de Calefacción y Climatización. Editorial Blume.
Riley, W., Sturges, L. & Morris, D. (1996). Statics and Mechanics of Materials. John Wiley & Sons, Inc.
Shah, R. K. & Sekulic, D. P. (2003). Fundamentals of Heat Exchanger Design. Wiley.
Shigley, J. E. & Mischke, C. R. (1999). Mechanical Engineering Design. (5th Edition) McGraw-Hill.
Silva, V. D. (1995). Mecânica e Resistência dos Materiais. (2a ed.). Zuari – Edição de Livros Técnicos, Lda.
Singer, J. G. (1993). Combustion Fossil Power: A Reference Book on Fuel Burning and Steam Generation. (4th ed.). Combustion Engineering, Inc.
Stoecker, W. F. (1989). Design of Thermal Systems. (3th ed.). McGraw-Hill.
Teixeira-Dias, F., Sousa, R., Valente, R. & Pinho-da-Cruz, J. (2010). Método dos Elementos Finitos – Técnicas de Simulação Numérica em Engenharia. ETEP – Edições Técnicas e Profissionais.
Telles, P. C. (2001). Tubulações Industriais. (10th ed.). Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.
Normas/Standards
European Committee for Standardization. (1996). EN 1333: Pipework components. CEN
European Committee for Standardization. (2000). EN 12975-1: Thermal solar systems and components—Solar collectors—Part 1: General requirements. CEN
European Committee for Standardization. (2002). EN 13445: Unfired pressure vessels. CEN
CEN (2002). EN 13480 – Metallic Industrial Piping. CEN.
European Committee for Standardization. (2002). EN 13480: Metallic industrial piping. CEN.
EN ISO 2631 1/2 – Mechanical vibration and shock – Evaluation of human exposure to wholebody vibration.
International Organization for Standardization. (1997). ISO 2631-1/2: Mechanical vibration and shock—Evaluation of human exposure to whole-body vibration. ISO.
ISO. (2001). EN ISO 5349-1:2001 – Mechanical vibration – Measurement and evaluation of human exposure to hand-transmitted vibration, Part 1: General requirements. International Organization for Standardization.
ISO. (2001). EN ISO 5349-2:2001 – Mechanical vibration – Measurement and evaluation of human exposure to hand-transmitted vibration, Part 2: Practical guidance for measurement at the workplace. International Organization for Standardization.
CEN – Comité Européen de Normalisation. (2005). Eurocódigo 3: Projeto de estruturas de aço (EN 1993). Brussels: CEN.
International Organization for Standardization. (2017). EN ISO 6412: Technical drawings – Simplified representation of pipelines. CEN.
Webography
Dassault Systèmes. (2025). SOLIDWORKS user guide (Version 2025). [Computer software]. https://help.solidworks.com
3D Systems. (2025). Geomagic for SOLIDWORKS (Version 2025). [Computer software]. https://www.geomagic.com
3D Slicer. (2025). 3D Slicer (Version 2025) [Computer software]. https://www.slicer.org