Conhecimentos de Base Recomendados
Esta unidade curricular é a primeira na área de geotecnia. Nesse sentido, os alunos apenas necessitam do conhecimento base ao nível do ensino secundário.
Métodos de Ensino
Nas aulas usa-se o metodo expositivo e inquisitivo durante a explicação dos assuntos teóricos. Sempre que possível, serão implementadas metodologias ativas em aulas centradas no aluno, nomeadamente a sala de aula invertida. Esta solução, que requer uma preparação prévia das alunas e dos alunos, permite uma utilização mais eficaz das horas de contacto. Durante as aulas, são utilizadas atividades interativas, através de plataformas digitais pedagógicas, objetivando uma maior participação e interesse das alunas e dos alunos. As atividades laboratoriais previstas completam as aulas teórico-práticas, proporcionando um primeiro contacto aos alunos sobre os estudos geotécnicos necessários para garantir cidades sustentáveis.
Resultados de Aprendizagem
No final do semestre, as alunas e os alunos deverão ser capazes de:
explicar as temáticas abordadas pela Geotecnia;
interligar pares de ação-reação entre as atividades antropogénicas e as consequências nos solos e rochas;
descrever processos de obtenção de recursos naturais;
distinguir as consequências de atividades antropogénicas nos solos e rochas e recomendar técnicas de remediação de solos;
integras soluções geotécnicas sustentáveis nas cidades, tirando proveito das funções e demais benefícios de solos e rochas.
Em termos de competências transversais, espera-se que as alunas e os alunos sejam capazes de:
comunicar oralmente e de forma escrita;
pesquisar e resumir informação em fontes de informação fidedignas.
trabalhar em equipa
Programa
Introdução à geotecnia
Solos e Rochas: Tectónica das placas. Ciclo das rochas. Solos. Reconhecimento e prospeção
Funções ecossistémicas dos solos: As funções dos ecossistemas. Ameaças e implicações nas funções dos solos. Soluções baseadas na
natureza.
Construção em terra. Potencialidades e limitações. Técnicas construtivas. Patologias. Análise da sustentabilidade.
Pedreiras e areeiros: Recursos naturais de Portugal e sua utilidade. Processos de britagem e de extração. Requisitos legais.
Energias renováveis e geotermia. Energias fósseis, energias não fósseis e energias renováveis. Geotermia superficial e profunda.
Mineração sustentável: transição energética e suas consequências. Teor de minério em rochas. Deposição de rejeitados de mineração.
Contaminação de solos: principais ameaças aos solos. Principais contaminantes. Métodos de remediação de solos.
Geotecnia Sustentável: obras geotécnicas. Riscos geotécnicos. Melhoramento e reforço de solos.
Docente(s) responsável(eis)
Luís Manuel Araújo SantosMétodos de Avaliação
Duas metodologias de avaliação estão preconizadas:
Avaliação contínua:
Estão previstos 2 momentos de avaliação: 2 testes de avaliação ao longo do semestre (TA), cujas datas são apresentadas na primeira aula da unidade curricular.
A classificação final (CF) é obtida através de:
CF = (∑𝑇𝐴)/2 (média aritmética dos dois testes de avaliação)
Mínimos na avaliação:
É exigida uma classificação mínima em cada TA de 9,5 valores
A não obtenção de mínimo nos TA, impede @ alun@ de se apresentar ao momento de avaliação seguinte:
- Se @ alun@ não tiver mínimos no 1.º TA, el@ não poderá ir ao 2.º TA.
- Se @ alun@ não tiver mínimos no 2.º TA, el@ não será admitido ao exame da época normal
Admissão à época de exames
@s alun@s que efetuam os 2 TA, não poderão ir a exame da época normal.
Alun@s que desistam no 2.º TA, serão admitid@s a exame da época normal.
Tod@s @s alun@s têm acesso à época de recurso, mediante inscrição nos serviços académicos.
Avaliação final:
Está previsto apenas 1 momento de avaliação: 1 exame final na época normal/recurso (EF).
A classificação final (CF) é obtida através de :
CF = EF
Mínimos na avaliação:
É exigida uma classificação mínima no EF de 9,5 valores
Fraude Académica
Serão aplicados os regulamentos vigentes do IPC a todas as situações de fraudes académicas tentadas ou consumadas.
Sempre que subsistirem dúvidas sobre a ocorrência ou não de fraude académica, o docente reserva-se o direito de convidar @ alun@ a prestar esclarecimentos sob a forma de prova oral.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
DGEG. (2017). Geotermia. Energia renovável em Portugal. Direção Geral de Energia e Geologia. [Cota da biblioteca: 1-11-60]
European Union. (2023). Harnessing the power of collaboration for nature-based solutions – New ideas and insights for local decision-makers. European Commission, Directorate-General for Research and Innovation; Publications Office of the European Union.
ISSMGE. (2006). Environmental geotechnics. International Technical Committee No. 5 (ITC5) on Environmental Geotechnics of the International Society of Soil Mechanics and Geotechnical Engineering (ISSMGE).
Jónsson, J. O. G., Davidsdottir, B., & Nikolaidis, N. P. (2017). Valuation of soils ecosystem services. Advances in Agronomy 142, 353–384.
JRC. (2016). Soil threats in Europe. JRC Technical Reports.
LNEC. (1998). Os solos contaminados – A situação em Portugal. Estudo preliminar. Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Torgal, F. P., Eires, R. M. G., & Jalali, S. (2009). Construção em terra. Publidisa.
Vallejo, L. (2002). Ingeniería geológica. Pearson. [Cota da Biblioteca: 7-1-237]