Durabilidade e Reabilitação de Estruturas

Conhecimentos de Base Recomendados

Resistência dos Materiais; Materiais de Construção.

Métodos de Ensino

 

Aulas teórico-práticas de exposição, resolução de problemas, discussão (troca de ideias e debates), apresentação escrita e oral de relatórios. Durante a apresentação dos assuntos teóricos e práticos os alunos serão inquiridos para manterem uma participação ativa na aula. Nas aulas os alunos serão ainda estimulados a interpretarem técnico-cientificamente problemas práticos. O esclarecimento de dúvidas quer na resolução de exercícios quer na interpretação das matérias teóricas será um complemento importante no processo de aprendizagem dos alunos.

Resultados de Aprendizagem

 

Objectivos: 

– Aprender a teoria e a prática sobre a durabilidade e reabilitação de estruturas.

Competências genéricas:

– Aplicação de conhecimentos; aumento da compreensão dos temas associados ao espaço urbano; realização de julgamentos/tomada de decisões; aumento da capacidade para comunicar e discutir assuntos tecnológicos; desenvolvimento do sentido critico e da autoaprendizagem. 

Competências específicas:

– Adquirir novos conhecimentos e aumentar a capacidade de compreensão sobre os assuntos relacionados com a durabilidade e a reabilitação de estruturas; aprender os princípios fundamentais sobre os mecanismos de deterioração e as medidas de proteção para eliminar ou reduzir esse risco; aprender a avaliar o estado das estruturas; aprender as várias técnicas de reabilitação e reforço estrutural; dotar os alunos de competências para identificar causas, emitir juízos e desenvolver e acompanhar a execução de soluções na área da reabilitação de estruturas.

Programa

 

1. Conceitos e princípios de degradação de estruturas de betão, de madeira e de aço.

Principais tipos de materiais estruturais e respetivos parâmetros.

Conceitos básicos sobre a durabilidade das estruturas.

Causas e mecanismos de deterioração: processos físicos, químicos e biológicos.

Corrosão das armaduras em estruturas de betão. Condições de exposição.

Medidas de proteção das estruturas para reduzir o risco da deterioração, regras regulamentares relativas à durabilidade de estruturas de betão, de aço e de madeira.

 

2. Avaliação e reabilitação

Avaliação do estado das estruturas: identificar anomalias e caracterizar o estado de deterioração da estrutura.

Técnicas de inspeção e ensaios.

Princípios e técnicas de reparação e reforço estrutural em estruturas de  betão: selagem de fendas; betão projetado; encamisamento de betão armado; colagem de chapas de aço; colagem de materiais compósitos poliméricos.

Princípios e técnicas de reparação e reforço estrutural em estruturas de madeira e em aço.

 

3. Materiais e técnicas inovadoras de reforço

Caracterização de novos materiais usados na reabilitação estrutural.

Ligação entre o material estrutural existente e os materiais novos. Comportamento dos compósitos.

Exemplos de intervenção na reabilitação em estruturas.

Docente(s) responsável(eis)

Hugo Sérgio Sousa Costa

Métodos de Avaliação

Exame escrito (8 valores) a realizar nas épocas normal e recurso. Realização, apresentação e discussão de trabalhos durante as aulas (12 valores). Os trabalhos podem ser realizados individualmente ou em grupo (máximo de 2 alunos) e devem ser apresentados com a formatação indicada pelo docente; apenas serão avaliados os trabalhos dos alunos que tiverem pelo menos 70% de presenças na aulas. A aprovação requer a obtenção de pelo menos 9,5 valores na nota final e os mínimos de metade da cotação em cada componente.

Serão aplicados os regulamentos vigentes do IPC a todas as situações de fraudes académicas tentadas ou consumadas. Sempre que subsistirem dúvidas sobre a ocorrência ou não de fraude académica, o docente reserva-se o direito de convidar os alunos a prestar esclarecimentos sob a forma de prova oral. 


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    A. Costa (2011); Reabilitação e Reforço de Estruturas: Corrosão do aço e Deterioração do Betão, IST.

    CEB Bulletin 162 (1983); Assessment of Concrete Structures and Design Procedures for Upgrading; CEB.

    CEB Bulletin 183 (1992); Durable Concrete Structures; CEB; Thomas Telford. 

    CEB Bulletin 243 (1998); Strategies for Testing and Assessment of Concrete Structures; CEB.

    CEB – Bulletin 192 (1989); Diagnosis and assessment of Concrete Structures; CEB.

    Dashofer V, et al., (2010). Avaliação, Cons. e Ref. de Estr. Madeira

    EN 1991 (2002). Eurocode 1 – Actions on Structures, CEN

    EN 1995 (2008). Eurocode 5 – Design of Timber Structures, CEN

    EN 1993 (2005). Eurocode 3 – Design of Steel Structures, CEN

    EN 1992 (2005). Eurocode 2 – Design of Concrete structures, CEN

    F. Branco (2011); Reforço e Reabilitação de Estruturas: Reforço por colagem de chapas de aço, IST.

    Durabilidade e Reabilitação de Estruturas de Betão (s.d.) – Apontamentos de apoio disponibilizados pelos docentes.

    fib Bulletin 142 (2001); Externally bonded FRP reinforcement for RC structures, fib.

    FIP (1991); Repair and Strengthening of Concrete Structures; Thomas Telford.

    H. Costa (s.d.); Betões Especiais – Propriedades e Comportamento; apontamentos disponibilizados pelos docentes.

    J. Appleton (2013); Estruturas de Betão, Ed. ORION.

    J. Appleton, A. Gomes (s.d.); Reforço de Estruturas de Betão Armado por Adição de Armaduras Exteriores. IST

    J. Appleton, A. Gomes (s.d.); Reforço de Estruturas de Betão Armado por Encamisamento das Secções, IST.

    J. Appleton, A. Costa (2011); Reforço e Reabilitação de Estruturas: Reforço de Estruturas de Betão, IST.

    Natterer J, et al. (2011). Construction en Bois, PPUR, Lausanne

    NP EN 1504-2 (2006); Produtos e sistemas para a protecção e reparação de estruturas de betão – Definições, requisitos, controlo da qualidade e avaliação da conformidade. IPQ.

    V. Cóias (2006); Inspecções e Ensaios na Reabilitação de Edifícios; IST Press.