Ambient Intelligence

Conhecimentos de Base Recomendados

Serão utilizados conceitos aprendidos na unidade curricular de Machine Learning.

Métodos de Ensino

As aulas teóricas são aulas expositivas mas contam com a participação do alunos nomeadamente através de questões interativas realizadas em algumas aulas.

As aulas práticas baseiam-se em acompanhamento do trabalho prático intercaladas com resolução de exercícios. Algumas aulas serão exclusivamente dedicadas à resolução de exercícios.

Todos os elementos de apoio às aulas teóricas/práticas são disponibilizados aos alunos.

Resultados de Aprendizagem

Pretende-se que os alunos adquiram um conjunto de conhecimentos e competências na área de Ambient Intelligence, nomeadamente:

  • Conhecer e compreender os conceitos e tecnologias
  • Conhecer, compreender e aplicar técnicas de aquisição e fusão de dados a partir de diferentes sensores
  • Conhecer e compreender as diferentes dimensões de contexto, em particular, a dimensão espacial, através da manipulação, visualização e análise de dados georreferenciados
  • Selecionar e aplicar as técnicas de machine learning adequadas sobre os dados recolhidos para inferir padrões sobre contexto e as suas dimensões
  • Capacitar a implementção de agentes inteligentes capazes de interpretar dados, raciocinar sobre informação contextual e atuar de forma pró-ativa
  • Conhecer e promover a privacidade na aquisição, salvaguarda e manuseamento de dados recolhidos

Programa

Componente Teórica:

1. Introdução

  • Comparação e Definição AmI & Computação ubíqua
  • Visão de Mark Weiser. A visão do ISTAG.
  • Introdução aos conceitos fundamentais de AmI

2. Sistemas Baseados em Localização

  • Bases de Dados Espaciais
  • Sistemas de Informação Geográfica
  • Análise Geoespacial de Dados

3. Sensores, Atuadores e Modelação

  • Sensores oportunísticos e sensores privados
  • Internet das Coisas (IoT)
  • Computação Sensível ao Contexto
  • Computação Sensível ao Contexto para IoT

4. Inteligência Artificial & AmI

  • Algoritmos espaciais inteligentes e estruturas de dados que utilizam contexto: Map Matching, Routing, Diagramas de Voronoi.
  • Fusão de dados e Clustering
  • Classificação de dados de contexto
  • Agentes inteligentes
  • Inteligência das Coisas

5. Privacidade

  • Segurança vs. privacidade
  • Regulamento Geral de Proteção de Dados
  • Soluções técnicas

6. Experiência do Utilizador em AmI

  • Interação Pessoa-Máquina e Adaptabilidade
  • Interfaces inteligentes
  • Design de Estudos de campo

7. Aplicações de Ambient Intelligence

  • Sistemas Inteligentes de Transporte
  • Cidades Inteligentes e Computação Urbana
  • Ambientes Inteligentes
  • Agricultura de Precisão
  • Indústria 4.0

Componente Prática:

1. Recolha de dados por meio de dispositivos móveis

  • Diferentes sensores de contexto (Localização, Movimento, Orientação, Temporal, Ambientais)
  • Plataformas de Dados Abertos
  • Conjunto de dados contextuais disponíveis

2. Armazenamento, Visualização e aplicação de algoritmos espaciais sobre dados de contexto

  • Bases de dados espaciais
  • Sistema de Informação Geográfica
  • Map Matching, Routing e criação de Diagramas de Voronoi
  • Técnicas de Anonimização de Dados

3. Inteligência Artificial & AmI

  • Pré-processamento e fusão de dados para a aprendizagem automática de contexto
  • Análise Exploratória de Dados (EDA)
  • Classificação e Clustering
  • Agentes inteligentes

 

 

Docente(s) responsável(eis)

Ana Cristina Costa Oliveira Alves

Métodos de Avaliação

Avaliação periódica onde a nota final da disciplina é obtida através da seguinte expressão, considerando que cada componente é avaliado de 0 a 100%:

Nota final = 0.5 * Exame + 0.5 * Trabalho Prático

Sendo assim, numa escala de 0 a 20 valores, as componentes possuem os seguintes pesos:

  • Exame: 10 Valores
  • Trabalho Prático: 10 Valores

Exame

Exame escrito, com consulta física (e não digital) condicionada, que incidirá sobre os conteúdos lecionados nas aulas teóricas e práticas.

É permitida a substituição de uma pergunta do exame pela realização com sucesso de questões interativas apresentadas em algumas aulas teóricas. O desempenho nestas questões será divulgado atempadamente antes do início da época normal de exames.

É obrigatória a obtenção de uma classificação igual ou superior a 25%. A não obtenção desta classificação mínima implica a reprovação à disciplina.

Não são permitidos quaisquer processos informais de melhoria de classificação entre épocas de exame.

O exame será realizado nos períodos destinados às épocas de exame (Normal, Recurso, Especial).

Trabalho Prático

Trabalho prático de tema livre sujeito à aprovação ou 1 proposto pela docente. A escolha de realização do tema proposto pela docente, implica uma assiduidade mínima de 75% às aulas práticas. 

Os alunos devem preferencialmente formar grupos de 2 alunos. No entanto, são permitidos trabalhos individuais. As classificações atribuídas poderão diferir entre os elementos de cada grupo.

Existem 3 perfis para o tema do trabalho prático: (1) Análise de Dados, (2) Desenvolvimento ou (3) Auto-Proposto (tema livre validado).

Serão realizados 3 elementos de avaliação:

    • a) Apresentação da Proposta numa aula teórica (para os temas livres) – 0,75 valores (elemento apenas aplicável a quem optar por tema livre) 
    • b) Pesquisa, partilha e resumo do trabalho relacionado num template a descrever a aplicação/análise a desenvolver – 3 valores (2,25 para quem optar por tema livre) 
    • c) Apresentação final com demonstração e submissão da versão final do documento baseado no template previamente fornecido – 7 valores (o mesmo peso e obrigatória para todos).

O trabalho é indivisível, ou seja, apenas será lançada com os elementos mencionados acima entregues.

No momento b) de avaliação, os alunos terão de estar preparados para responder a questões sobre o trabalho e opções tomadas na aula seguinte.

Todas as datas de entrega/apresentação serão oportunamente divulgadas/confirmadas.

O trabalho apenas será realizado em grupos de 2 alunos durante a época normal/recurso. Na época especial, onde o acesso é limitado aos alunos elegíveis, o trabalho é feito individualmente. 

Assim que é entregue, a nota do trabalho prático será considerada em todas as épocas de exame subsequentes a realizar durante o ano letivo (Normal, Recurso, Especial). Como tal, não existirá nova oportunidade para melhoria dos elementos de avaliação prática.

Cada elemento de avaliação poderá estar sujeito a uma avaliação oral.

Para os alunos trabalhadores estudantes ou com algum estatuto especial previsto na lei, aplica-se o disposto na lei. A situação tem de ser confirmada a partir da informação fornecida pelos Serviços Académicos, até ao último dia de aulas.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    Obrigatória:
    [1] Augusto, J., Callaghan, V., Cook, D., Kameas, A., Satoh, I. (2013). Intelligent Environments: a Manifesto. Human-centric Computing and Information Sciences, 3:12 (https://doi.org/10.1186/2192-1962-3-12 )

    [2] Hernández-Torres, GA., Sánchez-DelaCruz, E. Challenges and opportunities of ambient intelligence (AmI) in the 21st century: a historical review. Evolutionary Intelligence. 18, 80 (2025). https://doi.org/10.1007/s12065-025-01067-1

    [3] Bimpas, A., Violos, J., Leivadeas, A., & Varlamis, I. (2024). Leveraging pervasive computing for ambient intelligence: A survey on recent advancements, applications and open challenges. Computer Networks, 239, 110156. https://doi.org/10.1016/J.COMNET.2023.110156

    [4] Chin, J., Callaghan, V., & Allouch, S. B. (2019). The Internet-of-Things: Reflections on the past, present and future from a user-centered and smart environment perspective. Journal of Ambient Intelligence and Smart Environments, 11(1), 45-69 (https://doi.org/10.3233/AIS-180506)

    [5] Gams, M., Gu, I. Y. H., Härmä, A., Muñoz, A., & Tam, V. (2019). Artificial intelligence and ambient intelligence. Journal of Ambient Intelligence and Smart Environments, 11(1), 71-86 (https://doi.org/10.3233/AIS-180508) 

    [6] Tissaoui, A. (2026). From prompt to persona: a literature review on LLMs as single cognitive agents. Journal of Ambient Intelligence and Humanized Computing 17, 205–221. https://doi.org/10.1007/s12652-025-05029-4

    Opcional:
    [7] Dunne, R., Morris, T., & Harper, S. (2021). A Survey of Ambient Intelligence. ACM Computing Surveys, 54, 4, Article 73 (May 2022), 27 pages (https://doi.org/10.1145/3447242)

    [8] Elazhary, H. (2019). Internet of Things (IoT), mobile cloud, cloudlet, mobile IoT, IoT cloud, fog, mobile edge, and edge emerging computing paradigms: Disambiguation and research directions. Journal of Network and Computer Applications, 128, 105-140 (https://doi.org/10.1016/j.jnca.2018.10.021).

    [9] Ubiquitous Computing Fundamentals. (2010). Edited by John Krumm, ISBN: 978-1420093605, CRC Press. [1A-21-1 (ISEC) – 18970]

    [10] Müller, A., C., & Guido, S. (2017). Introduction to machine learning with Python : a guide for data scientists. ISBN 978-1-449-36941-5, O’Reilly.  [ 1A-4-197 (ISEC) – 18236] 

    Outros artigos relevantes (disponíveis online via b-on)