Conhecimentos de Base Recomendados
Conhecimentos de avaliação e intervenção em utentes/doentes com condições neuro-músculo-esqueléticas e neurológicas.
Métodos de Ensino
A aquisição de conhecimentos, aptidões e competências, no âmbito da fisioterapia em condições neuro-músculo-esqueléticas e neurológicas é operacionalizada através da prática clínica supervisionada na avaliação e/ou intervenção em utentes/doentes com condições neuro-músculo-esqueléticas e neurológicas.
Resultados de Aprendizagem
A unidade curricular Educação Clínica III contempla a aquisição dos seguintes conhecimentos, aptidões e competências, no âmbito da fisioterapia em condições neuro-músculo-esqueléticas e neurológicas:
a) Avaliar e tratar uma variedade de doentes;
b) Trabalhar sob a supervisão de Fisioterapeutas qualificados e em Instituições a quem a Escola reconheça idoneidade;
c) Integrar os estudos teóricos e teórico-práticos;
d) Tornar os alunos aptos a aprender a ver a sua intervenção num contexto das necessidades globais do doente/utente;
e) Reforçar os aspetos da eficiência, eficácia e segurança do seu trabalho;
f) Manter uma abordagem ética em relação aos doentes e equipa;
g) Interligar as várias disciplinas relacionadas com os Cuidados de Saúde;
h) Recolher e interpretar precisa e objetivamente informações pertinentes acerca do doente, usando processos apropriados de avaliação;
i) Avaliar problemas gerais e específicos;
j) Decidir, de entre os objetivos, os de curto e longo prazo;
k) Selecionar apropriadamente a intervenção tendo em conta o prognóstico e o envolvimento social do doente e seu tratamento global;
l) Avaliar os resultados da intervenção, a curto e longo prazo, levando em conta a apreciação global do doente, família e outros membros da equipa, quando necessário;
m) Manter atualizados os registos de tratamento e de progresso do doente;
n) Planear um programa educativo para o doente, família e outros que se ocupam dele.
Programa
Prática supervisionada na avaliação e/ou intervenção em utentes/doentes com condições neuro-músculo-esqueléticas e neurológicas:
a) Elaboração da história clínica com o propósito da fisioterapia;
b) Observação e exame do utente/doente, centrados nos problemas que requerem a intervenção do fisioterapeuta;
c) Registos da avaliação e intervenção;
d) Planeamento de um programa de intervenção;
e) Execução de determinadas técnicas de tratamento;
f) Desenvolvimento das capacidades de relação e de comunicação com o utente/doente;
g) Desenvolvimento de comportamento/atitude profissional (segundo os princípios da ética profissional).
Docente(s) responsável(eis)
Rui Miguel Monteiro Soles GonçalvesMétodos de Avaliação
A classificação final da Educação Clínica III resulta da aplicação da seguinte fórmula:
Classificação final = (2 × avaliação contínua + avaliação do relatório) / 3
A avaliação contínua é efetuada pelos monitores de educação clínica e a avaliação do relatório é efetuada pelo professor titular.
A aprovação na unidade curricular é obtida com uma classificação superior ou igual a 10 valores (numa escala de 0 a 20). A classificação de cada uma das componentes (avaliação contínua e avaliação do relatório) não pode ser inferior a 9,5 valores.
A unidade curricular não está sujeita a exame final.
A frequência da unidade curricular está sujeita a uma assiduidade obrigatória de 90%.
A avaliação contínua, do desempenho na prática clínica supervisionada, inclui as seguintes vertentes.
i. Capacidade profissional:
a. Integração na rotina;
b. Ligação e comunicação;
c. Atitude;
d. Responsabilidade;
e. Iniciativa;
f. Interesse na aprendizagem;
g. Administração.
ii. Interação aluno/utente:
a. Empatia;
b. Postura/procedimentos;
c. Destreza na comunicação;
d. Capacidade de manuseamento.
iii. Avaliação de utentes:
a. Conhecimento teórico sobre condições;
b. Conhecimento sobre as condições dos pacientes;
c. Procedimentos de avaliação;
d. Conhecimentos sobre avaliação;
e. Capacidade para interpretação de dados;
f. Capacidade para determinar objetivos de tratamento;
g. Capacidade para planear tratamento;
h. Reavaliações;
i. Registos.
iv. Tratamento de pacientes:
a. Preparação para o tratamento;
b. Reportório técnico;
c. Competência técnica;
d. Avaliação dos efeitos do tratamento;
e. Encorajamento ao trabalho independente;
f. Modificações ao tratamento;
g. Postura/utilização do seu corpo.
O relatório de estágio inclui os seguintes tópicos.
i. Descrição das atividades desenvolvidas durante a educação clínica, devendo ficar bem patente o grau de envolvimento do estudante nas mesmas e/ou a casuística que acompanhou;
ii. Apresentação sintética das avaliações e intervenções efetuadas;
iii. Cópias dos registos de avaliação, bem como de eventuais trabalhos realizados durante a atividade de educação clínica;
iv. Análise crítica final, com referência a aspetos salientes da aprendizagem, expetativas versus realização, ou quaisquer outros considerados relevantes.
Estágio(s)
SIM
Bibliografia
Bibliografia principal:
Guide to Physical Therapist Practice 3.0. doi: 10.2522/ptguide3.0_978-1-931369-85-5. Updated 2014 American Physical Therapy Association.
Ordem dos Fisioterapeutas (2023). Regulamento do Ato do Fisioterapeuta. Regulamento n.º 490/2023 publicado em Diário da República, 2.ª série, 3 de maio de 2023.
Ordem dos Fisioterapeutas (2023). Código Deontológico. Regulamento n.º 457/2023 publicado em Diário da República, 2.ª série, 18 de abril de 2023.
Regulamento Académico da Licenciatura em Fisioterapia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, do Instituto Politécnico de Coimbra.
Bibliografia complementar:
APFisio (2020). O Perfil de Competências do Fisioterapeuta (1ª revisão). Lisboa: Associação Portuguesa de Fisioterapeutas.
Ordem dos Fisioterapeutas (2021). Referencial da Formação Inicial para a Inscrição na OF – Acesso ao Exercício da Profissão de Fisioterapeuta. Lisboa: Ordem dos Fisioterapeutas.