Métodos de Ensino
As aulas são de natureza teórico-prática, recorrendo-se a uma metodologia mista. Numa primeira fase, recorre-se ao método expositivo,
com o intuito de apresentar os conteúdos propostos. Numa segunda fase, recorre-se a uma metodologia interativa, onde se convoca a
participação dos alunos, tanto para a resolução de um conjunto alargado de exercícios, como para a discussão e análise de casos reais,
tanto nacionais como estrangeiros.
Esta segunda fase é particularmente concretizada através da apreciação de relatórios e de outros documentos do setor segurador e dos
fundos de pensões, consolidando-se aquando da lecionação dos conteúdos do Capítulo 4, na qual os alunos terão a possibilidade de
realizar trabalhos que lhes permitirão o contacto com as tendências e os contributos teóricos mais recentes em matéria de fundos e de
planos de pensões.
Resultados de Aprendizagem
Esta unidade curricular tem como objetivos:
1) Discutir as consequências da evolução demográfica, principalmente no domínio da oferta de produtos financeiros de previdência
2) Refletir sobre o modo de funcionamento do setor segurador, em particular do ramo Vida
3) Caraterizar a evolução e a estrutura do setor segurador em Portugal
4) Atender aos instrumentos e produtos financeiros que permitem a gestão do risco de longevidade, tanto na ótica das entidades
financeiras como das empresas
5) Conhecer as particularidades dos esquemas privados de previdência, em especial ao nível das rendas vitalícias e dos planos de
pensões
6) Avaliar o impacto da adoção de planos de pensões no contexto das empresas
7) Descrever a evolução dos fundos e dos planos de pensões em Portugal, bem como das respetivas entidades gestoras
Programa
I.Conceitos básicos
1.Rendas incertas
2.Tábuas de mortalidade e de comutação
3.Probabilidade de vida e probabilidade de morte
4.Esperança de vida
5.Risco de longevidade
6.Dote puro e esperança matemática
II.Rendas vitalícias
1.Rendas de vida inteira
2 Rndas temporárias
III.Seguros de vida
1.Conceitos e enquadramento
2.Funcionamento do setor segurador em Portugal e sua evolução
3.Tipos de seguros de vida
3.1.Seguro de vida inteira de capital constante
3.2. Seguro de vida inteira de capital variável
3.3.Seguro temporário com capital constante
3.4.Seguro temporário com capital variável
3.5.Um caso particular: seguro dotal de n anos
4.Prémios
5.Métodos de constituição de provisões ou reservas matemáticas
IV.Fundos de pensões
1.Fundos e planos de pensões
2.Os fundos de pensões enquanto forma de previdência privada
3.Classificação dos fundos e dos planos de pensões
4 A evolução dos fundos de pensões em Portugal
5.Métodos atuariais de repartição de custos associados aos fundos de pensões
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (sd). Relatórios vários.
Blake, D. (2020). Nudges and Networks: How to use behavioural economics to improve the life cycle savings-consumption balance.
Pensions Institute PI 2009.
Blake, D. et al. (2020). One size fits all: How many default funds does a pension scheme need? Pensions Institute PI 2004.
Quelhas, A. P. (2010). Seguros e Fundos de Pensões – uma perspectiva financeira e actuarial, Coimbra, Almedina.
Quelhas, A. P. (2015). Da diferenciação entre planos de pensões de benefício definido e planos de pensões de contribuição definida: mitos
e realidades. Boletim de Ciências Económicas, pp. 2343-2370.
Quelhas, A. P. & Pacheco, L. (2022). Quando a Demografia encontra as Finanças: do risco de longevidade aos instrumentos do Life
Market. Boletim de Ciências Económicas, LXV, pp. 39-73.
Quelhas, A. P. & Ruivo, M. (2005), Statistical Measures on Pension Reform, RESORE – Employee’s Resources and Social Rights in
Europe, , 12 pp.