Microcredenciação em Controlo Interno e Gestão de Riscos na Administração Pública

Conhecimentos de Base Recomendados

Não aplicável

Métodos de Ensino

A metodologia privilegia a aprendizagem baseada na Exposição interativa e demonstração com casos práticos

Discussão e feedback formativo sobre Controlo Interno e Gestão de Riscos na Administração Pública

Avaliação qualitativa, com o trabalho desenvolvido ao longo da formação e a participação nas aulas.

Resultados de Aprendizagem

No final da formação, os/as formandos/as deverão ser capazes de:

· Identificar conceitos-chave de controlo interno, risco, apetite/tolerância ao risco, controlo preventivo/detetivo e eficácia do controlo.

· Mapear processos críticos e respetivos pontos de risco, definindo causas, eventos, impactos e medidas de mitigação.

· Construir uma matriz de riscos e controlos (RCSA) com critérios de probabilidade/impacto e priorização.

· Desenhar e documentar controlos (incluindo segregação de funções, autorizações, reconciliações e trilhos de auditoria) e respetiva evidência.

· Definir indicadores de risco e controlo (KRIs/KPIs) e mecanismos de monitorização e reporte para a gestão.

· Planear respostas a riscos (mitigar, aceitar, transferir, evitar) e acompanhar planos de ação.

· Reconhecer sinais de fraude e vulnerabilidades típicas na AP (incl. contratação e pagamentos) e aplicar medidas de prevenção/deteção.

· Integrar noções de compliance e requisitos transversais (proteção de dados, segurança da informação, transparência) na gestão do risco.

· Preparar documentação essencial para auditorias internas/externas e apoiar a melhoria contínua.

Programa

· Fundamentos e enquadramento na Administração Pública

o Controlo interno: objetivos, componentes e benefícios

o Gestão de riscos: conceitos, linguagem comum e responsabilidades

o Boas práticas e referenciais (visão geral): COSO – Internal Control e COSO ERM; “3 linhas” (modelo de governação)

· Governação, papéis e responsabilidades

o Órgãos de direção/gestão, áreas operacionais, compliance, auditoria interna

o Cultura de risco, ética, integridade e responsabilização

o Políticas, procedimentos e normativos internos

· Mapeamento de processos e identificação de riscos

o Cadeia de valor e processos críticos na AP (ex.: receita, despesa, pagamentos, recursos humanos, património, TIC)

o Técnicas de identificação: entrevistas, workshops, análise documental, incidentes, auditorias

o Riscos operacionais, financeiros, legais/regulatórios, reputacionais e tecnológicos

· Avaliação e priorização

o Critérios de probabilidade/impacto; risco inerente vs. residual

o Matriz de riscos; tolerâncias e prioridades

o Registo de riscos (risk register) e “top risks”

· Desenho e melhoria de controlos

o Tipos de controlos: preventivos, detetivos, corretivos; manuais vs. automatizados

o Segregação de funções e controlos de acesso

o Controlos típicos: autorizações, validações, reconciliações, amostragens, supervisão, trilhos de auditoria

o Evidência do controlo e documentação (procedimentos, checklists, logs)

· Monitorização, indicadores e reporte

o KRIs/KPIs e testes de eficácia do controlo

o Planos de monitorização (frequência, amostras, responsabilidades)

o Reporte: dashboards de risco/controlo, relatórios para gestão e comissões

· Riscos de fraude e irregularidades

o Triângulo da fraude; sinais de alerta e pontos vulneráveis

Estágio(s)

NAO

Bibliografia