Conhecimentos de Base Recomendados
Conhecimentos sólidos de Física e Matemática.
Métodos de Ensino
Aulas teóricas de exposição dos conteúdos recorrendo sempre que possível à apresentação de exemplos num contexto das várias vertentes da Bioengenharia e aulas teórico-práticas onde são resolvidos problemas de aplicação. Nas aulas teórico-práticas, após uma discussão genérica sobre os problemas, os alunos são incentivados a prosseguir com as suas resoluções, sendo no final feita uma discussão dos resultados obtidos. Antecipadamente são disponibilizadas as folhas com os problemas propostos a resolver nas aulas teórico-práticas.
Resultados de Aprendizagem
Pretende-se dotar os alunos com os conhecimentos fundamentais da mecânica dos fluidos e aplicá-los a sistemas biológicos naturais ou manipulados. Os objetivos a atingir pelos alunos que frequentam esta unidade curricular passam pela: i) compreensão dos princípios básicos fundamentais da Mecânica dos Fluidos, tais como, viscosidade, pressão, princípio da conservação de massa, princípio da conservação de energia, dissipação viscosa e camada limite; ii) aplicação dos princípios básicos para derivar equações que governam o comportamento dos fluidos em movimento, nomeadamente a equação de Bernoulli; iii) compreensão do escoamento de fluidos através de tubagens e distinção entre os regimes laminar e turbulento; iv) cálculo de perdas de carga numa tubagem e acidentes associados, para fluidos incompressíveis e v) seleção de bombas.
Programa
1. Introdução à mecânica dos fluidos
O que é um fluido? A viscosidade. Fluidos não-Newtonianos.
2. Estática dos fluidos
Variação da pressão no seio de um fluido. Medição da pressão: tubo piezométrico, manómetro de tubo em U e de tubo inclinado. O barómetro. A impulsão.
3. Princípios básicos do movimento dos fluidos
Variação dos parâmetros do escoamento no tempo e no espaço. Descrição do padrão de escoamento. Equação da “continuidade”. Dedução da equação de Bernoulli. Aplicações simples da equação de Bernoulli.
4. Escoamento em tubos
Escoamento laminar e turbulento. A região de entrada. Escoamento laminar em tubos. Escoamento turbulento em tubos. Cálculo de quedas de pressão em tubos e acessórios. O diagrama de Moody. Sistemas de tubagens com bombas e turbinas.
5. Turbomáquinas
Bombas e turbinas. Desempenho de uma bomba. Tipos de bombas. Cavitação. Associação de bombas em série e em paralelo.
Docente(s) responsável(eis)
Maria Nazaré Coelho Marques PinheiroMétodos de Avaliação
Os alunos podem optar por um dos seguintes métodos de avaliação:
- avaliação periódica;
- avaliação por exame final.
Os alunos que optarem pela avaliação periódica devem informar formalmente o docente até ao final da segunda semana de aulas, existindo um documento para o efeito que deve ser assinado pelo aluno. Estes alunos ficam sujeitos à realização de quatro testes em datas definidas, sendo que a data do último teste será a do exame da época normal. As datas acordadas para os três primeiros testes, a decorrer no período letivo, serão definidas em articulação com os alunos e o diretor de curso. Cada um dos testes, a realizar fora do horário das aulas, contribui em 25% para a classificação final. Após terem optado pela avaliação periódica os alunos para continuarem integrados nesta metodologia de avaliação terão de ter presença em 80% das aulas, independentemente da sua tipologia, e, em simultâneo, uma classificação igual ou superior a 7,5 (numa escala de 0 a 20 valores) nos testes que irão realizando. No caso de não atingir o limite imposto na classificação dos testes e/ou a média final de 9,5 valores, ou se exceder o número de faltas, o aluno só poderá obter aproveitamento na época de exames de recurso. Os alunos que optem por este regime de avaliação apenas poderão efetuar melhoria na época de recurso realizando o exame sobre todos os assuntos lecionados.
Os alunos que optarem pela avaliação com exame final ficam sujeitos ao método de avaliação tradicional.
Quer nos testes a realizar no âmbito da avaliação periódica, quer nos exames, eventuais elementos de consulta serão fornecidos pelo docente, sendo permitido o uso de máquinas calculadoras.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
MASSEY B. S. (2002) Mecânica dos Fluidos, (tradução de J. R. Guedes de Carvalho do original inglês intitulado Mechanics of Fluids, 6ª edição) Fundação Calouste Gulbenkian. (disponível na biblioteca do ISEC 6A-1-66-12027; 6A-1-90-12128; 6A-1-91-12856)
MUNSON B. R., ROTHMAYER A. P., OKIISHI T. H. & HUEBSCH W. W. (2013) Fundamentals of Fluid Mechanics (7th edition) John Wiley & Sons. (disponível na biblioteca do ISEC 6A-1-113-18644)
ELGER D. F., LeBRET B. A., CROWE C. T. & ROBERSON J. A. (2016) Engineering Fluid Mechanics (11th Edition International Student Version) Singapore: Wiley. (disponível na biblioteca do ISEC 6A-1-114-18645)
ÇENGEL, Y. A. & CIMBALA J. M. (2008). Essentials of Fluid Mechanics: Fundamentals and Applications (Higher Education International edition) Boston: McGraw-Hill. (disponível na biblioteca do ISEC 6A-1-95-14418; 6A-1-95DVD V.-14418DVD)
ÇENGEL, Y. A. & CIMBALA J. M. (2007). Mecânica dos Fluidos: Fundamentos e Aplicações, São Paulo: McGraw-Hill. (Tradução de: Fluid Mechanics: Fundamentals and Applications). (disponível na biblioteca do ISEC 6A-1-97-14420)