Conhecimentos de Base Recomendados
São recomendados conhecimentos de base ao nível da Mecânica Aplicada e de Resistência dos Materiais.
Métodos de Ensino
A unidade curricular adota metodologias centradas no estudante, combinando exposição teórica, prática laboratorial e desenvolvimento de competências transversais:
1. Abordagem Expositiva e Interativa
As aulas teóricas e teórico-práticas recorrem a exposição estruturada dos conteúdos, complementada por exemplos de aplicação.
A participação ativa dos estudantes é promovida através da resolução orientada de problemas e discussão em contexto de sala de aula.
2. Componente Experimental
As aulas laboratoriais permitem a aplicação prática dos conceitos, com execução de trabalhos experimentais envolvendo elementos estruturais reais.
Os estudantes participam na montagem, execução e análise dos ensaios, desenvolvendo competências de observação e interpretação de resultados.
3. Trabalho em Equipa e Cooperação
Os trabalhos práticos são realizados em grupo, estimulando a partilha de informação, a divisão de tarefas e a construção conjunta de soluções técnicas.
4. Comunicação Oral e Escrita
Os estudantes apresentam e discutem os seus trabalhos oralmente, desenvolvendo competências de comunicação técnica e argumentação.
Os resultados experimentais e analíticos são sistematizados em relatórios técnicos, com análise crítica.
5. Autonomia, Responsabilidade e Tomada de Decisão
Os estudantes gerem atividades e recursos assumindo responsabilidade pelos resultados. É estimulada a capacidade de resolver problemas complexos com base em fundamentos científicos e tecnológicos, aplicando pensamento crítico e tomada de decisão fundamentada.
Resultados de Aprendizagem
A unidade curricular de Estruturas Mecânicas é composta por três componentes: teórica, teórico/prática e laboratorial, que se interligam. Com a conclusão esta unidade curricular os estudantes deverão ser capazes de:
1. Aplicar conceitos fundamentais de esforços e tensões no dimensionamento e verificação de elementos estruturais sujeitos a esforços combinados;
2. Calcular os estados de tensão e deformação, incluindo tensões principais e de corte máximo, aplicando critérios de dimensionamento, nomeadamente o critério de Tresca e de von Mises;
3. Compreender os princípios da análise experimental de tensões com recurso a extensómetros e rosetas extensométricas e interpretar resultados experimentais obtidos em elementos estruturais;
4. Utilizar métodos energéticos para calcular deslocamentos e analisar estruturas sob cargas estáticas e de impacto, bem como avaliar a estabilidade e prever encurvadura;
5. Trabalhar eficazmente em equipa, elaborar relatórios claros e rigorosos e comunicar resultados de forma clara, tanto por escrito como oralmente, demonstrando competências interpessoais e de colaboração.
Programa
1. Conceitos Fundamentais em Elementos Estruturais
Sistemas de unidades; Conceito de esforço e de tensão. Tipos de esforços e de tensões. Formas dos elementos estruturais. Hipóteses e etapas básicas na análise de uma estrutura. Princípios de dimensionamento. Normalização aplicável a estruturas mecânicas e a sua importância. Esforços combinados. Análise de elementos estruturais submetidos a esforços combinados.
2. Análise de tensão e deformação
Estado Plano de Tensão. Tensões Principais e Tensão de Corte Máxima. Lei de Hooke generalizada. Estado plano de deformação. Aplicações do estado plano de tensão: Tensões em Reservatórios Sob Pressão. Estudo de estruturas mecânicas submetidas a esforços combinados. Dimensionamento de estruturas segundo os critérios de Tresca e von-Mises. Análise experimental de tensões: Conceitos básicos e princípio de funcionamento. Tipos de extensómetros. Roseta Extensométrica. Especificações e selecção de extensómetros. Técnicas de colagem e montagem de extensómetros. Exemplos de aplicação.
3. Métodos Energéticos
Equação geral da energia potencial de deformação. Teorema de Castigliano. Estudo de estruturas sujeitas a cargas de impacto.
4. Encurvadura
Estabilidade de Estruturas. Fórmula de Euler para colunas articuladas. Generalização da fórmula de Euler. Cargas Excêntricas. Exemplos de aplicação.
Docente(s) responsável(eis)
Luís Manuel Ferreira RoseiroMétodos de Avaliação
A unidade curricular disponibiliza aos alunos a possibilidade de obter aprovação através de dois regimes de avaliação: a) Avaliação contínua e periódica; b) Avaliação por exame final.
O regime de avaliação contínua e periódica é o mais adequado aos objetivos da Unidade Curricular, sendo o recomendado para os alunos. O regime de avaliação por exame final destina-se aos alunos que entendam não ter condições para frequentar a maioria das aulas, como por exemplo alunos com o estatuto de trabalhador-estudante ou em situação regulamentar equivalente.
Até à segunda semana de aulas, o aluno opta pelo regime de avaliação que pretende seguir na unidade curricular.
a) Avaliação Contínua e Periódica
No regime de avaliação contínua e periódica, a unidade curricular incorpora as seguintes componentes de avaliação:
Trabalhos Experimentais (60%)
Execução de trabalhos experimentais que envolvem pesquisa, experimentação, análise crítica e exposição de através de escrita e apresentação com recurso a textos e meios visuais. A realizar em grupo, os trabalhos podem envolver um ou mais componentes estruturais e serão realizados no decorrer das aulas.
Teste de Avaliação Escrita (40%)
Teste de avaliação escrita, sob forma de resolução de casos práticos, a realizar no decorrer das aulas.
Requisitos para Aprovação na UC através de Avaliação Contínua e Periódica
1. Para obter aprovação na Unidade Curricular por avaliação contínua e periódica é obrigatória uma avaliação mínima de 35% no teste de avaliação.
2. Para obter aprovação na Unidade Curricular por avaliação contínua e periódica é obrigatória uma avaliação mínima de 35% nos trabalhos experimentais.
3. Para obter aprovação na Unidade Curricular por avaliação contínua e periódica é obrigatória a presença em 75% do total de aulas lecionadas.
Os alunos que não cumpram a totalidade destes requisitos transitam automaticamente para o regime de avaliação por exame final.
b) Avaliação por exame final
No regime de avaliação por exame final, haverá lugar a uma prova escrita, nas datas previstas no calendário, e que será cotada para 20 valores. O exame será estruturado numa parte teórica e numa teórica-prática (resolução de casos).
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
Bibliografia Recomendada:
[1] GERE & TIMOSHENKO, (1997), Mechanics of Materials, (4ª Edição), Hardcover .
[2] BEER, F. et al.,(2009), Mechanics of materials, (5th edition). Boston: McGraw-Hill Heigher Education (disponível na Biblioteca do ISEC: 4-15-114)
[3] HIBBELER, R.C. (2014), Mechanics of Materials, (Ninth Edition), Pearson, cop.
[4] BEER, F. P., JOHNSTON, E.R. (1995); Resistência dos Materiais (4ª edição) McGraw Hill
[5] TIMOTHY, A. P. (2014), Mechanics of Materials, (3th edition), Singapore: Wiley, cop.
[6] ANTUNES, F. (2012), Mecânica Aplicada – Uma Abordagem Prática. Lidel