Protecção Vegetal

Conhecimentos de Base Recomendados

Biologia.

Métodos de Ensino

Para a concretização dos objetivos da Unidade Curricular e a aquisição das competências previstas, o processo de ensino aprendizagem assenta em diferentes tipos de aulas.

1. Aulas de apresentação e discussão de conceitos teóricos, pelo docente e pelos estudantes.

2. Aulas de campo realizadas na exploração da ESAC onde os alunos contactam com os inimigos das culturas e reconhecem os efeitos que estes provocam nas culturas.

3. Aulas laboratoriais com desenvolvimento de metodologias de diagnóstico próprias da Proteção de Plantas e da Fitopatologia, com identificação de sintomas, inimigos das culturas e auxiliares e discussão de resultados.

4. Desenvolvimento de pesquisa bibliográfica sobre temas no âmbito a Unidade Curricular e posterior realização de apresentações pelos estudantes.

Resultados de Aprendizagem

Os objetivos a alcançar na UC são que os  estudantes adquiram os conhecimentos que lhes permitam desenvolver as seguintes competências: 1. Conhecer os conceitos básicos da Protecção das Plantas e da Fitopatologia e os efeitos causados pelos inimigos das culturas e sua importância. 2. Identificar os principais inimigos das culturas. 3. Conhecer os meios de proteção contra os inimigos das culturas e as regras de utilização dos produtos fitofarmacêuticos.

Programa

1. Conceitos em Proteção das Plantas e em Fitopatologia e efeitos dos inimigos das culturas: ­Inimigos das culturas, prejuízos e importância. Patologia Vegetal: doenças e seu desenvolvimento, resistência das plantas e diagnóstico. 2. Identificação dos inimigos, fatores de disseminação e sua importância: Micologia, Bacteriologia, Virologia e Nematologia Fitopatológica. Morfologia, reprodução, classificação, ciclos biológicos e diagnóstico. Exemplos de doenças das plantas de grande importância provocadas por estes agentes. Entomologia e Acarologia Agrícolas. Importância económica. Morfologia, fisiologia, reprodução e classificação. Ordens de interesse agronómico. Espécies mais importantes. Herbologia. Definição de infestante. Prejuízos e efeitos benéficos. Classificação. Espécies mais importantes. 3. Meios de proteção indiretos e diretos. Indiretos: Legislativos, Genéticos, Culturais, Mecânicos e Limitação natural. Diretos: Físicos, Mecânicos, Térmicos, Biológicos e Biotécnicos. Produtos Fitofarmacêuticos: Toxicologia, Legislação e Uso Sustentável.

Métodos de Avaliação

Formalmente não houve aulas, pelo que a avaliação foi efetuada em Exame

Exame

O estudante tem acesso a exame final em Época Normal e de Recurso e, eventualmente, Especial, em datas definidas no Calendário Académico e no Calendário de Exames.

Se necessário serão criadas alternativas para situações específicas previstas na lei.

O exame final consistirá de uma prova escrita onde serão avaliados todos os conteúdos teóricos e práticos trabalhados na UC (100%).

O estudante fica aprovado se obtiver classificação igual ou superior a 9,5 valores.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    ACTA. Les auxiliaires. Ennemies natureles des ravageurs des cultures. Paris. 1991.

    AGRIOS, G. N. Plant Pathology. Academic Press, Inc. London. 2005.

    AMARO, P. A Protecção Integrada. ISA Press. 2003.

    BERGAMIN FILHO, A., KIMATI, H. e AMORIM, L. Manual de Fitopatologia. Princípios e Conceitos. 3ª Edição. Agronómica Ceres. Brasil. 1995.

    CUNHA, M. J., CASAU, F., AMARO, R. e OLIVEIRA, A. Tecnologias Limpas em Agro-Pecuária. DGAV-Proteção Integrada das Culturas. Volume III. Efeitos Secundários dos Produtos Fitofarmacêuticos. Lisboa. 2014.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para Controlo do Inseto Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu. Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Lisboa. 2017.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para Controlo do Inseto Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu. Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura e da Alimentação. Lisboa. 2022.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para o Controlo da Flavescência Dourada da Videira. Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Lisboa. 2013.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para o Controlo da Pseudomonas syringae pv. actinidiae do Kiwi (PSA). Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Lisboa. 2013.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para o Controlo do Fogo Bacteriano. Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura e do Mar. Lisboa. 2014.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos (PANUSPF). Estabelecimento e Implementação 1ª Revisão 2018-2023. Lisboa. 2018.

    DGAV. Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos (PANUSPF). Relatório de Execução 2013-2018. Lisboa. 2018.

    DGAV. Plano de Contingência para o Controlo de Candidatus Liberibacter spp. e seus vetores. Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Lisboa. 2016.

    DGAV. Proteção Integrada das Culturas. Volume IV. Caderno de Campo Modelo. Lisboa. 2014.

    FRESCATA, C. Protecção contra pragas sem luta química. Colecção AGRO. Publicações Europa-América. 2004.

    GUIMARÃES, J. M. Apontamentos de Entomologia Agrícola. I.P.C.B., E.S.A. Castelo Branco. 1986.

    MOREIRA, I., BOULET, C., ZARAGOZA, C. e TALEB, A. Ervas daninhas das vinhas e pomares. I.S.A. Lisboa. 1986.

    OLIVEIRA, A.B., BARATA, A., PRATES, A., MENDES, F., BENTO, F., GASPAR, L. e CAVACO, M. Proteção Integrada das Culturas. Volume I. Conceitos e Princípios Gerais. DGAV. Lisboa. 2014.

    SIMÕES, J. S. Utilização de Produtos Fitofarmacêuticos na Agricultura. Colecção Agricultura e Ambiente. Sociedade Portuguesa de Inovação. 2005.