Conhecimentos de Base Recomendados
Não são necessários conhecimentos de base.
Métodos de Ensino
O modelo pedagógico pressupõe uma iniciação do estudante na investigação científica. Pressupõe a preparação para a vida ativa mediante um contacto científico atualizado e rigoroso com a academia e com a docente responsável pela unidade curricular. Essa realidade é transposta para as salas de aula mediante a exposição de conteúdos teóricos e mediante a realização de exercícios.
As sessões de contacto compreendem aulas teóricas e aulas práticas.
ME1: As três primeiras são expositivas/práticas, também com recurso a ferramentas digitais (kahoot, Mentimeter).
ME2: A partir da quarta aula, haverá reflexão e o debate crítico com os estudantes mediante a exposição e defesa dos trabalhos de investigação. Incentiva-se o conhecimento crítico, o estudo autónomo e em grupo, mediante a análise e a exposição crítica por parte do estudante das principais questões sobre Investigação em Ciências Sociais. A investigação científica é incentivada, fomentando o espírito criativo e inovador do estudante.
ME3: A unidade curricular conta com orientações tutoriais adaptadas às necessidades dos estudantes.
Resultados de Aprendizagem
A unidade curricular baseia-se em três temáticas centrais das ciências sociais. Pretende-se que os estudantes reflitam sobre:
- a temática da cisão natureza – cultura;
- a temática da cisão indivíduo – sociedade; e,
- a temática da cisão “nós” – “os outros”.
Em momento prévio e quanto aos objetivos de aprendizagem:
OA1: Os estudantes adquirem conhecimentos quanto à conceptualização da Metodologia das Ciências Sociais, tipificando as várias ciências, fundamentando-a, distinguindo os problemas metodológicos existentes.
OA2: Equacionam-se as condicionantes sentidas pelo investigador e aflora-se o processo de investigação em Ciências Sociais.
OA3: Os estudantes refletem sobre a importância da pesquisa de terreno em Sociologia e a importância do inquérito na sua construção.
OA4: Os estudantes afloram conhecimentos sobre os modelos metodológicos usuais na investigação social, mormente: os planos experimentais, os planos não experimentais ou descritivos, os planos qualitativos e os planos mistos.
OA5: Pretende-se que o estudante compreenda todo o procedimento subjacente a uma investigação científica empírica.
Competências a desenvolver:
CD1: estimula a capacidade de investigação científica;
CD2: estimula a capacidade de estudo autónomo e em grupo;
CD3: estimula a capacidade de análise e reflexão; e,
CD4: estimula a capacidade de argumentação.
Programa
P1 – Uma visão global sobre as Ciências Sociais
A Metodologia das Ciências Sociais, conceptualização, formação e desenvolvimento.
Fundamentos teóricos de investigação em Ciências Sociais.
A rutura com o senso comum nas Ciências Sociais: problema, natureza e cultura, indivíduos e sociedade, nós e os outros
Paradigma, metodologias e métodos de investigação: positivista, qualitativo ou interpretativo, sócio-crítico.
P2 – Da teoria à investigação empírica
Problemas metodológicos gerais e problemas específicos da observação e da medida em Ciências Sociais
Investigação quantitativa
Investigação qualitativa
P3 – O processo de investigação em Ciências Sociais
Problema e hipótese
Revisão da literatura
Definição de variáveis
Amostra
O uso de estatísticas descritivas e inferenciais
A análise de conteúdo
Validade e fiabilidade
O relatório de investigação
P4- Planos de Investigação – exemplificação
Docente(s) responsável(eis)
Christina Maria Ferro de Oliveira GomesMétodos de Avaliação
As metodologias de avaliação compreendem dois períodos de avaliação, nomeadamente: a avaliação contínuaa e/ou a avaliação final.
MA1: Avaliação contínua:
A avaliação contínua compreende a realização de duas provas de avaliação sumativa (70%: 35%+35%) que ocorrem sensivelmente a meio e no fim do semestre. Envolve ainda, a partir da 4.ª aula, inclusive, a entrega e defesa de trabalhos científicos (30%). Compreende dezoito temas e abrange a defesa e a discussão oral (50%) e a avaliação do trabalho escrito (50%), em um total de 30% da nota final. As componentes de avaliação que são consideradas prendem-se com o caráter e rigor científico no tratamento do tema, com a capacidade de exposição clara, com segurança na terminologia e linguagem usadas, bem como com o respeito pelas regras formais anexadas no material de apoio. Os trabalhos são submetidos pelo NONIO.
MA2: Avaliação Final:
Em alternativa ou caso não sejam aprovados no âmbito da avaliação distribuída, os estudantes submetem-se às épocas normal, de recurso e/ou, caso preencham os requisitos legais, à época especial (exame). A avaliação final incide sobre o todo o conteúdo programático.
Para obter aprovação na unidade curricular, a cotação final tem de ser igual ou superior a 9,5 valores.
Não é permitido o uso de Inteligência Artificial nas avaliações escritas, com exceção de o seu uso ser moderado na redação dos trabalhos de investigação.
No caso de suspeita fundada de fraude detectada na fase de correção de prova, o estudante será convocado para prestação de prova oral para verificação dos conhecimentos e competências demonstradas. Esta verificação é realizada por um júri constituído pelo docente da UC e por mais 2 docentes da mesma área. Caso o estudante não comprove ter os conhecimentos e competências demonstrados na prova escrita, a prova ser-lhe-á anulada.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL:
CARVALHO GUERRA, Isabel, Pesquisa Qualitativa e Análise de Conteúdo, Lisboa: Principia, 2012.
LUC VAN CAMPENHOUDT et all, Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa: Gradiva, 2019.
PEREIRA COUTINHO, Clara, Metodologia de Investigação em Sociais e Humanas: Teoria e Prática, Coimbra: Almedina, 2024.
SANTOS SILVA, Augusto, MADUREIRA PINTO, José, Metodologia das Ciências Sociais, Porto: Edições Afrontamento, 2014.
SOUSA SANTOS, Boaventura, “Um discurso sobre as Ciências”, Porto: Edições Afrontamento, 1995.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
GUY Rocher, Sociologia GeraL, A Acção Social, Editorial Presença.
LONGINO, Helen, Science as Social Knowledge, Priceton: Princeton University Press, 1990.
RAYMON, Aron, As Etapas do Pensamento Sociológico, Publicações Dom Quixote, 139-211, 475-541
SAMPAIO DA SILVA, Rui, “A Relevância da Epistemologia para o Pensamento Crítico”, Lisboa: Revista Lusófona da Educação, n.º 32, 2016.