Conhecimentos de Base Recomendados
Recomendam-se os conhecimentos de Matemática e Estatística adquiridos ao longo do curso.
Não são necessários conhecimentos prévios de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). A utilização de informação geográfica é orientada pela docente, com os dados e os procedimentos necessários a cada atividade.
Métodos de Ensino
As aulas combinam explicações teóricas e demonstrações com exercícios, leitura de mapas e documentos, comparação de alternativas e fundamentação de decisões. A resolução dos exercícios inclui discussão, esclarecimento de dificuldades e sínteses finais.
Privilegiam-se casos reais e dados com fontes identificadas. Os casos fictícios realistas e as adaptações didáticas são assinalados. Fotografias, mapas, figuras e esquemas apoiam a compreensão. Os exercícios são variados e progressivos, evitando repetições sem ganho de aprendizagem.
O trabalho individual ou em pequenos grupos, a pesquisa orientada e a apresentação de resultados desenvolvem competências de análise e comunicação. Nas atividades com informação geográfica, a interpretação do território precede o aprofundamento técnico das ferramentas.
As horas teórico-práticas (TP) e de orientação tutorial (OT) decorrem conjuntamente, integrando conteúdos, aplicações orientadas e esclarecimento de dificuldades. O trabalho autónomo inclui leitura de materiais, preparação e resolução de exercícios e consolidação de conceitos.
Resultados de Aprendizagem
No final da unidade curricular, o estudante deverá ser capaz de:
- Conhecer os conceitos fundamentais do planeamento territorial e distinguir planeamento territorial, planeamento urbanístico e gestão urbanística.
- Compreender a relação entre planeamento territorial e desenvolvimento sustentável, interpretar os efeitos das opções urbanísticas e relacioná-los com as metas relevantes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
- Identificar as competências e os deveres das autarquias no domínio urbanístico.
- Explorar os conteúdos dos instrumentos de planeamento municipal para analisar situações concretas.
- Conhecer o enquadramento legal do planeamento e da gestão urbanísticos municipais e identificar as fontes aplicáveis.
- Aplicar técnicas fundamentais de análise demográfica, socioeconómica, física e urbanística e interpretar os resultados e as suas limitações.
Programa
- Teorias e conceitos de planeamento territorial
Distinção entre planeamento territorial, planeamento urbanístico e gestão urbanística. Escalas, agentes, abordagens e processo de planeamento. - Desenvolvimento sustentável e planeamento urbano
Noções de planeamento urbano sustentável e de urbanismo sustentável. Relação com a Agenda 2030 e os ODS, em especial o ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis. - Planeamento e gestão territorial em Portugal
Enquadramento legal. Autarquias locais: definição, tipos, deveres e competências no domínio urbanístico. - Planeamento urbanístico municipal
Enquadramento conceptual e legal. Instrumentos e técnicas fundamentais de análise demográfica, socioeconómica, física e urbanística. Aplicações ao planeamento de transportes e de equipamentos coletivos. - Gestão urbanística municipal
Práticas e procedimentos de gestão urbanística, com especial atenção aos licenciamentos. Utilização de informação geográfica na gestão urbanística. - Principais diplomas do Direito do Urbanismo
Estudo das redações aplicáveis, tendo em conta as alterações, a entrada em vigor e os regimes transitórios.
As aplicações relacionam o diagnóstico territorial, a avaliação de alternativas e a concretização de intervenções. Incluem problemas de planeamento de transportes e de equipamentos coletivos, bem como situações relacionadas com mobilidade e espaço público. A caracterização territorial articula dados demográficos, socioeconómicos, físicos e urbanísticos, recorrendo a indicadores, cartografia, documentos e observação do território, conforme o problema em estudo. Em problemas selecionados de planeamento municipal, utilizam-se métodos de comparação de alternativas e de análise custo-benefício.
Docente(s) responsável(eis)
Alexandra Maria Galvão RibeiroMétodos de Avaliação
Aplica-se o Modelo de Avaliação M2. A avaliação periódica decorre e termina durante o período letivo, antes dos exames. Existe também avaliação por exame nas épocas previstas, de acordo com esta FUC e os regulamentos em vigor.
Os testes e exames são escritos e individuais. Incluem questões sobre conceitos, interpretação e aplicação dos conteúdos da unidade curricular.
Modalidades de avaliação
O estudante pode optar por uma de duas modalidades:
- Dois testes: o primeiro realiza-se a meio do semestre e o segundo na última semana de aulas. A docente indica previamente a matéria de cada teste. Cada teste vale 50% da classificação final.
- Exame final: realiza-se na época normal ou na época de recurso e abrange toda a matéria. A classificação final corresponde à classificação do exame.
O acesso a exame e a melhoria de classificação obedecem às seguintes condições:
- Quem optar pelos testes não pode realizar o exame da época normal. Se não obtiver aprovação nos testes, pode realizar o exame da época de recurso.
- Quem optar pelo exame pode realizá-lo na época normal ou na época de recurso. Se não obtiver aprovação na época normal, pode repetir o exame na época de recurso.
- A melhoria de classificação realiza-se por exame, nas épocas e condições previstas nos regulamentos aplicáveis.
Estrutura das provas e classificações mínimas
Cada teste e exame tem duas partes:
- Parte teórica: cotada para 7 valores, com classificação mínima de 2,1 valores.
- Parte prática: cotada para 13 valores, com classificação mínima de 3,9 valores.
É necessário obter, em cada parte, pelo menos 30% da respetiva cotação. Na modalidade de dois testes, estes mínimos têm de ser cumpridos em cada teste.
A parte teórica avalia conceitos, relações entre temas, instrumentos de planeamento, competências dos intervenientes e enquadramento legal. A parte prática inclui cálculo, interpretação de mapas e documentos, análise de casos e fundamentação de decisões.
Aprovação
Para obter aprovação, o estudante tem de cumprir os mínimos da modalidade escolhida e obter uma classificação final, arredondada às unidades, igual ou superior a 10 valores, na escala de 0 a 20.
Regras durante as provas
Durante os testes e exames:
- Não é permitida a comunicação entre estudantes.
- Só podem ser consultados materiais fornecidos ou expressamente autorizados pela docente.
- Não são permitidos o acesso à Internet, a utilização de ferramentas de inteligência artificial, telemóveis ou outros materiais e equipamentos, salvo autorização expressa da docente.
- As instruções de cada prova e, quando aplicável, de cada parte indicam se é permitida a utilização de formulário, documentos de apoio e calculadora.
Fraude académica
À tentativa de fraude e à fraude consumada aplicam-se os Regulamentos Académicos do 1.º Ciclo de Estudos do IPC e do ISEC e o Estatuto Disciplinar do Estudante, nas versões em vigor.
Quando existam suspeitas fundadas de fraude ou de falta de autoria, a classificação fica retida. Pode ser realizada uma prova oral individual sobre as matérias e os procedimentos avaliados, perante um júri constituído nos termos regulamentares. Esta prova destina-se apenas a esclarecer os factos e não permite melhorar ou substituir a avaliação.
Se a suspeita persistir, aplicam-se os procedimentos e as consequências previstos nos regulamentos. Se a fraude for comprovada, a prova é anulada e o estudante reprova na unidade curricular com a menção Excluído por Fraude (EF), sem prejuízo de eventual responsabilidade disciplinar ou criminal.
Estágio(s)
NAO
Bibliografia
A bibliografia apoia o estudo e as aplicações. A docente indica as leituras necessárias; não é exigida a leitura integral de todas as obras. A consulta da bibliografia não dispensa a consulta da legislação aplicável.
Principal
Carvalho, J. (2013). Ordenar a cidade (2.ª ed.). https://ordenaracidade.org/site/assets/files/1345/ordenar_a_cidade_2aedicao.pdf
Carvalho, J., & Marinho, R. (2013). Planeamento de equipamentos locais. https://ordenaracidade.org/site/assets/files/1283/2013_livro_equip_locais.pdf
Cavaco, C., Mourato, J., Costa, J. P., Pereira, A., Vilares, E., Moreira, P., & Magalhães, M. (2021). Spatial planning and regional development in Portugal. Direção-Geral do Território. https://www.dgterritorio.gov.pt/sites/default/files/publicacoes/spatial_planning_and_regional_development_in_portugal.pdf
Fioretti, C., Pertoldi, M., Busti, M., & van Heerden, S. (Eds.). (2020). Handbook of sustainable urban development strategies (EUR 29990 EN). Publications Office of the European Union. https://doi.org/10.2760/32842
Hall, P., & Tewdwr-Jones, M. (2020). Urban and regional planning (6th ed.). Routledge. https://www.routledge.com/Urban-and-Regional-Planning/Hall-Tewdwr-Jones/p/book/9780815365303
Legislação e documentos normativos
Consultar o Diário da República, preferencialmente a legislação consolidada. Verificar a redação, a entrada em vigor e o regime transitório aplicáveis à data de cada caso, incluindo alterações e retificações.
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Lei n.º 31/2014, de 30 de maio – Lei de Bases Gerais da Política Pública de Solos, de Ordenamento do Território e de Urbanismo (Lei de Bases dos Solos). Diário da República.
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Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio – Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT). Diário da República.
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Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro – Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE). Diário da República.
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Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro – Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL). Diário da República.
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Decreto Regulamentar n.º 5/2019, de 27 de setembro – Conceitos técnicos nos domínios do ordenamento do território e do urbanismo. Diário da República, 1.ª série, n.º 186.
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Instrumentos e regulamentos municipais dos casos estudados, nas versões aplicáveis.
Complementar – exercícios e casos práticos
Carvalho, J. (2025). Urbanismo, agora! Manual para urbanistas inquietos. ATAM. https://atam.pt/atam-edita-urbanismo-agora-manual-para-urbanistas-inquietos-de-jorge-carvalho/
Lobo, M. C. (2022). Fundamentos do planeamento regional e urbano (2.ª ed. revista, aumentada e comentada). IST Press. https://istpress.tecnico.ulisboa.pt/produto/fundamentos-do-planeamento-regional-e-urbano-edicao-revista-aumentada-e-comentada/
National Association of City Transportation Officials. (2013). Urban street design guide. Island Press. https://doi.org/10.5822/978-1-61091-534-2
Pires, M. M., Morollón, F. R., Gomes, A. S., & Polèse, M. (2018). Economia urbana e regional: Território, cidade e desenvolvimento. Editus. https://doi.org/10.7476/9788574554884
Rupprecht Consult – Forschung & Beratung GmbH (Ed.). (2026). Guidelines for developing and implementing a sustainable urban mobility plan (3rd ed.). https://urban-mobility-observatory.transport.ec.europa.eu/sustainable-urban-mobility-plans/guidelines-developing-and-implementing-sustainable-urban-mobility-plan-0_en
Siragusa, A., Stamos, I., Bertozzi, C., & Proietti, P. (2022). European handbook for SDG voluntary local reviews: 2022 edition (EUR 31111 EN). Publications Office of the European Union. https://doi.org/10.2760/355330
United Nations Human Settlements Programme. (2014). A new strategy of sustainable neighbourhood planning: Five principles. https://unhabitat.org/five-principles-of-neighbourhood-design
Acesso de apoio: versão online do guia NACTO e registo JRC do manual de indicadores ODS.
As fontes dos dados e documentos utilizados, incluindo DGT, INE e PORDATA, são identificadas nos materiais de apoio.