Fundações I

Conhecimentos de Base Recomendados

Mecânica dos Solos.

Métodos de Ensino

Nas aulas teórico-práticas (TP) são utilizados métodos expositivo, interrogativo e de resolução de problemas para a apresentação e discussão dos conteúdos teóricos e para a resolução, individual e em grupo, de exercícios de aplicação.

Nas aulas de orientação tutorial (OT) é adotada uma metodologia centrada no desenvolvimento de competências, através do acompanhamento dos estudantes, esclarecimento de dúvidas, resolução de exercícios e orientação dos trabalhos a realizar.

Nas aulas práticas e laboratoriais (PL), os estudantes contactam com metodologias de caracterização geotécnica, nomeadamente através da demonstração e/ou realização e interpretação de ensaios in situ, bem como da apresentação e discussão dos trabalhos práticos.

Os estudantes realizam trabalhos de aplicação dos conhecimentos adquiridos, designadamente o dimensionamento/análise de uma estrutura de suporte rígida e a interpretação de um ensaio in situ.

Sempre que possível e pedagogicamente adequado, poderão ser realizadas visitas de estudo ou outras atividades de contacto com situações reais de Engenharia Geotécnica.

Resultados de Aprendizagem

Os objetivos da unidade curricular são a tecnologia e o dimensionamento de estruturas de suporte de terras e fundações.
Competências Genéricas: Aplicação de conhecimentos e compreensão; Realização de julgamento e tomada de decisão; Auto-aprendizagem; Trabalho em equipa; Comunicação escrita e oral.
Competências específicas: Analisar e compreender o funcionamento de fundações e estruturas de suporte de terras. Reconhecer, diagnosticar e prevenir patologias estruturais e geotécnicas em construções, ao nível das fundações e do suporte de terras. No caso de muros rígidos de suporte e de fundações superficiais, os estudantes terão competências para projeto, fiscalização, condução e reparação de obras.

Programa

  1. Fundações superficiais: Classificação; Adequação; Capacidade de carga; Mecanismo de Prandtl; Teorias de Terzaghi e Meyerhof; Comportamento a curto e longo prazo; Verificação da segurança pelo método clássico e pelos Eurocódigos estruturais; Estimativa de assentamentos; Tipos; Previsão; Assentamentos imediatos, por consolidação e por fluência.

  2. Ensaios in situ para previsão da capacidade de carga e da deformação de fundações: Sondagens e amostragem; Ensaios de penetração e carga; Pressiómetros Ménard e autoperfurador; Dilatómetro de Marchetti; Ensaios sísmicos; Correlações.

  3. Introdução às fundações profundas: Classificação; Tipos; Capacidade de carga de uma estaca isolada; Resistências de ponta e lateral.

  4. Impulsos de terras: Estado de tensão em repouso; Coeficientes de impulso; Equilíbrio limite ativo e passivo; Métodos de Rankine e Coulomb; Tabelas de Caquot-Kérisel.

  5. Estruturas de suporte: Rígidas e flexíveis; Muros de gravidade, betão, gabiões, etc.; Solo reforçado; Cortinas; Dimensionamento e estabilidade pelo método clássico e pelo Eurocódigo 7; Drenagem; Pormenores construtivos.

Docente(s) responsável(eis)

João Pedro Camões Lourenço

Métodos de Avaliação

Os estudantes podem optar por uma das seguintes modalidades de avaliação:

 

Avaliação contínua
(apenas para estudantes que tenham assistido a mais de 75% das aulas)

Dois trabalhos obrigatórios, com peso total de 25% na classificação final:

  • Dimensionamento / análise de um muro de suporte rígido;

  • Relatório de interpretação de um ensaio in situ com Penetrómetro Ligeiro (DPL).

Dois testes de avaliação, com peso total de 75% na classificação final.

A classificação final é determinada por:

Nota final = max{0,25 × Trab + 0,75 × TAval; TAval}

em que Trab corresponde à classificação dos trabalhos e TAval à classificação obtida nos testes de avaliação.

 

Avaliação por exame

Dois trabalhos opcionais, com peso total de 25% na classificação final:

  • Dimensionamento / análise de um muro de suporte rígido;

  • Relatório de interpretação de um ensaio in situ com Penetrómetro Ligeiro (DPL).

Exame, com peso de 75% na classificação final.

A classificação final é determinada por:

Nota final = max{0,25 × Trab + 0,75 × Exame; Exame}

 

Os trabalhos de avaliação são objeto de relatório escrito, entregue em datas a definir, e de discussão oral.

Tanto na avaliação contínua como na avaliação por exame, a parte teórica de cada prova é cotada em 8 valores, sendo exigida uma classificação mínima de 3 valores nessa componente. A classificação mínima exigida no total da prova é de 10 valores.

Se o estudante não atingir alguma das classificações mínimas indicadas, a classificação final será de 9 valores.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    Matos Fernandes, M. (2024) – Mecânica dos Solos Vol. 1 – Conceitos e Princípios Fundamentais, 6.ª edição, U.Porto Press
    Matos Fernandes, M. (2025) – Mecânica dos Solos Vol. 2 – Introdução à Engenharia Geotécnica, 3.ª edição, U.Porto Press