Tópicos Emergentes em Fisioterapia

Conhecimentos de Base Recomendados

Conhecimentos adquiridos nas UC do curso e sobre matérias transversais relacionados com os desafios societais atuais.

Métodos de Ensino

Exposição: para apresentar os temas/conteúdos, levantar problemas e orientar a abordagem dos alunos;

Utilização de diferentes estudos de casos para cocriar e discutir os temas em estudo;

Discussão e resolução de problemas em pequenos grupos (4-5 alunos), tarefas comuns ou diversas.

Resultados de Aprendizagem

Após completar a unidade curricular, o estudante deverá saber, compreender e ser

capaz de:

Reconhecer tópicos e áreas de intervenção emergentes do fisioterapeuta, assim como os desafios societais do séc.XXI;

Analisar criticamente as novas abordagens e relacionar com a prática informada pela evidência;

Avaliar a evidência disponível sobre os tópicos e áreas emergentes apresentadas.

 

Obtêm-se, assim, aptidões e competências afetivas: crescimento das áreas emocional/comportamental e de atitude; e cognitivas: desempenho mental reflexivo e conhecimento.

Programa

Apresentação e discussão crítica de tópicos emergentes em Fisioterapia (15 horas), abrangendo temas como: telesaúde e saúde digital; prática centrada na pessoa e humanização dos cuidados; cuidado interprofissional colaborativo; advocacia profissional; saúde mental e bem-estar dos fisioterapeutas e utentes; saúde pélvica e sexual; fisioterapia em oncologia; reabilitação em condições crónicas complexas; envelhecimento ativo e saudável; abordagens em cuidados paliativos; e inclusão da inteligência artificial na prática clínica, entre outros.
Reflexão sobre desafios societais contemporâneos com implicações éticas e profissionais para a Fisioterapia (15 horas), incluindo: ecologia, sustentabilidade e metas climáticas na prática em saúde; papel do fisioterapeuta na mitigação das desigualdades sociais e em contextos de crise humanitária; promoção da saúde em populações vulneráveis; saúde de género e diversidade; violência doméstica e responsabilidade ética do fisioterapeuta diante do abuso; preconceitos como o idadismo e racismo na prática clínica; impacto das redes sociais na imagem profissional e na saúde pública; cooperação humana e empatia como competências fundamentais para o desenvolvimento profissional; e a construção de ambientes inclusivos e seguros para todos os corpos e identidades.

Docente(s) responsável(eis)

Anabela Correia Martins

Métodos de Avaliação

A avaliação enquadra-se no estipulado no REGULAMENTO ACADÉMICO DO 1.º CICLO DE ESTUDOS DA ESTeSC-IPC.

Avaliação Contínua (tem caráter cumulativo, pressupondo o acompanhamento regular das atividades letivas, apelando à proatividade e desempenho do estudante através de tarefas com e sem agendamento prévio):

1- Participação presencial nas aulas (através de debates, resposta direta a questões, resumos de matérias lecionadas, demonstração de proatividade) = 30%.

NOTA: Assiduidade inferior a 80% aulas implica a falta de elementos para ser avaliado/a nesta componente, sendo atribuído 0 (zero).

2- Trabalho de grupo, com apresentação oral = 70% (detalhes sobre o mesmo serão entregues por escrito aos alunos).

 

Avaliação por Exame: Prova escrita.


    Estágio(s)

    NAO

    Bibliografia

    Bibliografia principal
    Bo, K, Berghmans, B, Morkved, S, Van Kampen, M. (2015). Evidence-Based Physical Therapy for the Pelvic Floor: Bridging Science and Clinical Practice, 2nd Edition. Churchill Livingstone, Elsevier.
    Elwyn, G., Couët, N., Desroches, S., Robitaille, H., Vaillancourt, H., Leblanc, A., Turcotte, S., & Légaré, F. (2013). Assessments of the extent to which health-care providers involve patients in decision making: A systematic review of studies using the OPTION instrument. Health Expectations, 18(4), 542–561. https://doi.org/10.1111/hex.12054
    Elwyn, G., Edwards, A., Wensing, M., & Grol, R. (2005). Shared decision making: measurement using the OPTION instrument. Cardiff University.
    Hutting, N., Caneiro, J. P., Ong’wen, O. M., Miciak, M., & Roberts, L. (2022). Patient-centered care in musculoskeletal practice: Key elements to support clinicians to focus on the person. Musculoskeletal Science and Practice, 57. https://doi.org/10.1016/j.msksp.2021.102434
    Maric, F., Nicholls, D., Mostert, K., Culpan, J., Stone, O., van Wijchen, J., Kennedy, M., Long, I., Bundtzen, T. (2020). The Environmental Physiotherapy Agenda 2023. Oslo: Environmental Physiotherapy Association (EPA). ISBN: 978-82-303-4491-0
    Nelson M, Bourke M, Crossley K, Russell T. (2020). Telerehabilitation is non-inferior to usual care following total hip replacement – a randomized controlled non-inferiority trial. Physiotherapy. Jun;107:19-27.
    Patel N, Kellezi B, Williams AC. Psychological, social and welfare interventions for psychological health and well-being of torture survivors. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Nov 11;(11):CD009317.
    Probst, M, Skjaerven, L (Editors). (2017). Physiotherapy in Mental Health and Psychiatry E-Book: A Scientific and Clinical Based Approach. Elsevier.
    Reinkensmeyer, D, Dietz, V (2016). Neurorehabilitation Technology. Springer International Publishing. Print ISBN 978-3-319-28601-3
    Stubblefield, M. (Editor). (2018). Cancer Rehabilitation – Principles and Practice (2nd Ed). 978-0-8261-2164-6 (eBook). Springle Publication.
    van Egmond MA, van der Schaaf M, Vredeveld T, Vollenbroek-Hutten MMR, van Berge Henegouwen MI, Klinkenbijl JHG, Engelbert RHH. Effectiveness of physiotherapy with telerehabilitation in surgical patients: a systematic review and meta-analysis. Physiotherapy. 2018 Sep;104(3):277-298.
    Bibliografia secundária
    Gefen, A. (Editor) (2019). Innovations and Emerging Technologies in Wound Care. 1st Edition. Academic Press. eBook ISBN: 9780128150290.
    United Nations (2020). The Sustainable Development Goals Report 2020, publication issued by the Department of Economic and Social Affairs. ISBN: 978-92-1-101425-9. https://unstats.un.org/sdgs.